A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (14) 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro contra o ex-governador Cláudio Castro (PL) e mais seis pessoas, na 2ª fase da Operação Sem Refino. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram fraude na concessão de licenças ambientais para a Refit e lavagem de capitais.

É a segunda vez que Castro é alvo de busca e apreensão na Sem Refino, operação iniciada em maio deste ano.

Também foram alvos: Bernardo Rossi, ex-secretário de Ambiente e Sustentabilidade; José Mauro Junior, ex-secretário de Transformação Digital; o advogado Antonio Carlos Santos, o Pipo; e os empresários Luiz Fernando Gomes, Maurício Leite e Ana Carolina Miranda.

A Polícia Federal investiga gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica, segundo nota da corporação.

A investigação também mira estruturas usadas para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior dentro de um conglomerado do setor de combustíveis.

Um dos mandados foi cumprido em um imóvel em Petrópolis (RJ), apontado pela investigação como sede de negociações sob suspeita.

A Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, é uma refinaria de petróleo sediada no Rio de Janeiro. A operação apura se as licenças ambientais concedidas à empresa foram fraudadas.

O que diz a defesa de Castro

O advogado de Castro, Carlo Luchione, afirmou que o imóvel de Petrópolis estava alugado e que o contrato de locação foi rescindido meses atrás, logo após a saída do ex-governador do cargo, em março deste ano.

A primeira fase, em maio

A Operação Sem Refino teve uma primeira fase em 15 de maio. A PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e afastou sete pessoas de seus cargos no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

Na ocasião, agentes apreenderam um arsenal de armas e cerca de R$ 1,1 milhão em euros e dólares. O desembargador Guaraci de Campos Vianna também foi alvo.

O empresário Ricardo Magro, apontado como dono da Refit, teve prisão decretada na primeira fase. Ele está foragido, possivelmente na Espanha, e consta na lista de procurados da Interpol.