O Corinthians vive nesta segunda-feira (17) um dia decisivo para o futuro de Memphis Depay no clube. A diretoria levou ao Conselho de Orientação (CORI) uma nova proposta de renovação, com extensão de contrato até junho de 2028, em reunião virtual marcada para as 19h.

O CORI é um órgão de controle interno do Corinthians, presidido por Miguel Marques e Silva, com função consultiva sobre propostas contratuais e de gestão. Pelas regras internas do clube, transações acima de 40 mil salários mínimos exigem parecer do conselho.

O presidente Osmar Stabile havia anunciado inicialmente a decisão contrária à renovação, citando "saúde financeira", mas reabriu as conversas com uma proposta revista e de custo menor. Segundo a CNN Brasil, ele segue em dúvida mesmo após retomar o diálogo.

Quem defende a permanência de Memphis

O técnico Fernando Diniz quer manter o atacante, que classifica como "diferenciado e decisivo". O diretor de futebol Marcelo Paz também apoia a permanência. Memphis, por sua vez, aceitou renegociar mesmo após a frustração com os rumos anteriores da negociação.

Desde que chegou ao clube, em setembro de 2024, o holandês soma 79 jogos, 20 gols e 15 assistências. No período, o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e a Supercopa Rei.

Há um fator financeiro que pesa contra o rompimento simples do vínculo. Se o Corinthians não renovar e descumprir termos do contrato atual, Memphis pode cobrar cerca de R$ 180 milhões do clube.

O impasse também expôs desconforto dentro do próprio CORI com a gestão anterior. Integrantes do conselho reclamaram que dois ex-dirigentes da diretoria de Augusto Melo ignoraram convites para reuniões.

Pedro Silveira, ex-diretor financeiro, recusou ao menos quatro convites entre outubro de 2025 e maio deste ano. Vinicius Cascone, ex-secretário-geral e ex-diretor jurídico, alegou estar fora de São Paulo nas datas marcadas.

"Nunca se recusou a responder questionamentos dos órgãos de controle internos do Corinthians", disse Cascone, em resposta às críticas.