O filme 'Digger', estrelado por Tom Cruise e dirigido por Alejandro Iñárritu, pode gerar prejuízo de até US$ 245 milhões à Warner Bros. A projeção piorou depois que a venda de ingressos caiu 60% no segundo fim de semana em cartaz.

O longa, que estreou em 30 de setembro, arrecadou US$ 14,4 milhões nos Estados Unidos e US$ 35,3 milhões em bilheteria global até o momento. A arrecadação mundial projetada para o filme gira em torno de US$ 50 milhões.

A produção, orçada em US$ 125 milhões, acabou custando entre US$ 160 e US$ 180 milhões, mais US$ 100 milhões de marketing. Para se pagar, precisaria arrecadar entre US$ 300 milhões e US$ 350 milhões no mundo.

Nomes como Anne Hathaway, Jane Fonda, Guillermo del Toro e Mandy Patinkin incentivaram o público a ver o filme, mas a mobilização não virou bilheteria. Diante da repercussão negativa da crítica, a Warner chegou a veicular anúncios convidando o público a opinar sobre o longa.

Na sátira de humor ácido, Tom Cruise interpreta um magnata do petróleo cuja empresa provoca uma possível catástrofe ambiental. O filme chegou aos cinemas às vésperas da fusão da Warner Bros. Discovery com a Paramount, em operação de US$ 110 bilhões.

O ex-CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, embolsou US$ 600 milhões com a venda da companhia à Paramount.

Reportagens especializadas classificam 'Digger' como o maior fracasso de bilheteria de 2026.

Publicidade

Para efeito de comparação, 'Supergirl' arrecadou US$ 126 milhões globais com orçamento de cerca de US$ 180 milhões, e 'Mickey 17' somou US$ 133 milhões globais frente a orçamento de US$ 120 milhões.

Mesmo somando toda a arrecadação até agora, o filme ainda está longe de cobrir o que custou para ser feito e divulgado.

O que acontece agora

Diante da baixa bilheteria e das críticas negativas, uma eventual campanha da Warner para o Oscar, que poderia ampliar a visibilidade do filme, também pode ser reduzida.