Bárbara Botega, ex-secretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais, tomou posse na segunda-feira (26 de outubro) como diretora de Compliance da Cemig Saúde, que atende 54 mil beneficiários da Cemig. O mandato vale até 25 de outubro de 2030.
Botega deixou a Secult em março para concorrer a deputada federal pelo partido Novo, do qual é uma das fundadoras em Minas Gerais. Recebeu cerca de 6,5 mil votos e não se elegeu à Câmara dos Deputados.
O retorno a um cargo remunerado veio poucas semanas depois da derrota nas urnas. A trajetória também mostra uma secretaria que ela comandou por pouco mais de seis meses antes de deixar o governo para tentar a candidatura.
Ela esteve à frente da Secult desde setembro de 2025, pasta que reúne o Arquivo Público Mineiro, museus estaduais e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
Durante a campanha ao governo de Minas, o candidato Patrus Ananias (PT) propôs dividir a Secult em duas pastas, repetindo um plano que o próprio Romeu Zema havia abandonado em 2019.
Diretoria dobra de tamanho em 2026
A diretoria dobrou de tamanho em 2026. A Cemig Saúde tinha três diretores em 16 anos e ganhou as cadeiras de Operações e Compliance, chegando a cinco diretores. Para a ABCF, que representa beneficiários, a indicação ocorreu "ao apagar das luzes" do governo Zema/Simões.
A diretoria de Operações já tinha dono. Camila Porto Carvalho, indicada pelo Sindsul, tomou posse em 9 de março. O salário mensal dela é de R$ 42.852, com custo anual de R$ 1.028.464,80, segundo o portal ABCF.
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Segundo outra estimativa do portal ABCF, as duas novas cadeiras somadas devem custar cerca de R$ 1 milhão por ano à Cemig Saúde. A própria Cemig, controladora da operadora, também renovou a diretoria executiva em 2026, sob o novo presidente Alexandre Ramos.
Fundadora do partido Novo em Minas Gerais desde 2015, Botega ocupou cargos nos governos de Zema e Mateus Simões. Foi superintendente de atração de investimentos na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e secretária adjunta de Comunicação antes da Secult.
O próprio Zema concorreu à Presidência pelo Novo neste ano.
Ao tomar posse, Botega disse que sua atuação será pautada pelo trabalho, pela seriedade e pelo compromisso com os resultados, segundo o jornal O Tempo.
O ponto em aberto
A Lei das Estatais (Lei 13.303/2016) proíbe, por 36 meses, que dirigente de partido político ou pessoa que atuou em campanha eleitoral assuma diretoria de estatal. O Supremo Tribunal Federal validou essa restrição em 2023.
Botega é fundadora do Novo em Minas e foi candidata em 2026. Nenhuma das fontes consultadas esclareceu se a Cemig Saúde, associação sem fins lucrativos vinculada ao grupo Cemig, se enquadra nessa exigência.































