A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, divulgou no sábado (7 de novembro) um e-mail com ameaça de estupro e morte. A mensagem chegou depois de ela ser criticada por andar com escolta policial 24 horas por dia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar leu trechos da mensagem, recebida em 11 de outubro e identificada por ela como enviada por uma pessoa chamada Pedro Henrique Gaiardo.

O título do e-mail era o seguinte:
Eu vou estuprar e matar a dePUTAda federal Ana Elisa
O corpo da mensagem detalha, em linguagem explícita, uma ameaça de violência sexual marcada para o dia seguinte ao do envio, segundo o trecho lido pela deputada no vídeo.
Segundo Ana Elisa, o mesmo remetente já enviou ameaças a outros parlamentares de esquerda, como os deputados federais Guilherme Boulos (PSOL) e Erika Hilton (PSOL-SP).
A deputada relatou que um jornalista foi até a rua onde mora para filmar sua casa e sua escolta policial. Segundo ela, depois disso passaram a circular informações falsas de que seria contrária ao policiamento.
"Eu adoraria poder ter a minha liberdade preservada, que é algo que eu não tenho", disse Ana Elisa no vídeo.
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Como o PT e outros parlamentares reagiram
O PT divulgou nota de solidariedade à deputada e repúdio ao ataque, horas depois da publicação do vídeo. A legenda cobrou apuração e proteção para a parlamentar.
"Manifestamos solidariedade à deputada eleita Ana Elisa e repudiamos os ataques criminosos, racistas e misóginos dirigidos a ela. Nenhuma divergência justifica a violência, a intimidação ou o desrespeito à dignidade de qualquer pessoa", diz a nota do partido.
O caso expõe um padrão mais amplo de hostilidade contra mulheres eleitas, que se repete em levantamentos sobre o ciclo eleitoral de 2026.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), citada por Ana Elisa como alvo do mesmo autor, também se manifestou: "essas pessoas cheias de ódio não vão nos silenciar ou nos intimidar".
Relembre o caso
Ana Elisa já havia denunciado ameaças de estupro e morte em outubro, ainda durante a campanha eleitoral, quando passou a ter escolta policial por ser a deputada mais jovem eleita no país. O caso de outubro já havia sido registrado para investigação.
A situação se soma a um quadro mais amplo de hostilidade contra mulheres na política. Levantamentos recentes mostram que ataques nas redes sociais têm o objetivo declarado de afastar mulheres da vida pública.
A própria Erika Hilton lidera o ranking de políticos mais atacados nas redes durante o ciclo eleitoral de 2026.
O que acontece agora
O PT cobrou a apuração do novo e-mail e medidas adicionais de segurança para a deputada. Ana Elisa segue com escolta armada 24 horas e vai tomar posse na Câmara dos Deputados em 2027.
































