O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu andamento, no sábado (7 de novembro), a três novas ações de investigação judicial eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já soma nove processos no tribunal e pode ficar inelegível se forem confirmadas.
As três novas ações miram supostas ligações com grupos criminosos no Rio de Janeiro, irregularidades no financiamento da cinebiografia "Dark Horse", sobre o pai Jair Bolsonaro, e articulações para pressionar o governo brasileiro nos Estados Unidos, segundo o TSE.
Os processos foram apresentados pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acolhidos pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral. A decisão abre caminho para que as partes apresentem provas e argumentos.
A ação sobre o Dark Horse investiga a origem dos recursos usados no filme e aponta participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na operação financeira, segundo o TSE. A PGR já havia fechado uma delação que liga Vorcaro a R$ 65 milhões destinados ao filme.
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A terceira ação apura se o ex-deputado Eduardo Bolsonaro articulou com autoridades dos Estados Unidos para pressionar o governo brasileiro e influenciar o resultado da eleição, segundo o TSE. Documentos dos EUA já haviam citado o lobby de Eduardo contra o STF.
A resposta de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro não comentou diretamente as três novas ações. Na mesma semana, ele voltou a questionar o resultado da eleição e disse que o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, "não sabe do que fala" ao afirmar que o pleito foi limpo.
A escalada de acusações do senador na imprensa internacional ocorre na mesma semana em que o TSE formalizou mais processos contra ele no Brasil.
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O que acontece agora
As três novas AIJEs se somam a um universo maior de disputas: o TSE já acumula 21 ações movidas pelas duas campanhas desde o fim do 2º turno, com pedidos de cassação e inelegibilidade dos dois lados.
As três novas investigações elevam para nove as AIJEs movidas pela coligação de Lula especificamente contra o senador, que podem levar à sua inelegibilidade.
Flávio Bolsonaro já responde também a outro processo que pode torná-lo inelegível por oito anos: uma ação sobre a carta em que alegou fraude nas urnas sem provas.






























