A Marinha do Brasil resgatou, no domingo (8 de novembro), o velejador americano Guy deBoer, de 70 anos, a 1.610 km a leste do Rio de Janeiro. Ele caiu na cabine do veleiro Spirit no sábado (7 de novembro), durante a Golden Globe Race 2026.
A queda comprometeu os movimentos e o equilíbrio de deBoer, que perdeu a consciência e pediu evacuação médica de emergência. A operação foi coordenada pelo Comando do 1º Distrito Naval, pela Salvamar Sueste.
A Marinha enviou a Corveta Barroso, um helicóptero e dois mergulhadores de combate.
Mesmo com mar agitado e vento forte, a equipe concluiu o resgate a bordo do helicóptero AH-11B Super Lynx e transportou deBoer até o navio, onde ele recebeu atendimento médico. O veleiro Spirit foi deixado à deriva no Atlântico.

Em nota publicada nas redes sociais, a equipe de apoio do velejador descreveu o momento do acidente:
Ele caiu dentro da cabine, bateu na cabeça, perdeu a consciência e sofreu outras lesões. Após consultar aconselhamento médico, foi informado de que deveria sair do corredor e procurar tratamento à beira-mar.
A Corveta Barroso segue agora para o Rio de Janeiro, com chegada prevista para a manhã de quarta-feira (11 de novembro).
Quem é o velejador resgatado
Guy deBoer é um velejador americano de 70 anos, natural de New Orleans e radicado em Key West, na Flórida. Competiu em classes olímpicas, foi corretor de iates e treinador de regatas antes de se dedicar à navegação de aventura.
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Em 2022, ele participou da edição anterior da Golden Globe Race e encalhou o mesmo veleiro Spirit, um Tashiba 36 de 1986, em Fuerteventura, na Espanha.
A edição de 2026 começou em 6 de setembro, em Les Sables-d'Olonne, na França, com 16 velejadores solo dando a volta ao mundo sem escalas, usando sextante em vez de GPS, em barcos projetados antes de 1988.
Resgates em alto-mar não são inéditos na prova.
Na edição de 2022, a sul-africana Kirsten Neuschäfer, que acabaria vencendo a regata, desviou a própria rota para socorrer o finlandês Tapio Lehtinen, cujo barco afundou no Oceano Antártico.
A regata que dispensa GPS e usa barcos de décadas atrás cobra um risco físico alto de quem navega sozinho por meses no mar.
O interesse por regatas de volta ao mundo também cresce no Brasil. Em Santa Catarina, o circuito de vela de Itajaí cresceu 20% às vésperas da Ocean Race 2027.
O que acontece agora
A Corveta Barroso segue viagem ao Rio de Janeiro, com chegada prevista para a manhã de quarta-feira (11 de novembro), enquanto deBoer recebe atendimento médico a bordo. Os organizadores da regata aguardam o laudo médico para definir os próximos passos.
Até a publicação desta matéria, a organização da regata não havia confirmado se deBoer segue na competição ou se o resgate marca sua saída da volta ao mundo sem escalas.






























