Pesquisa Quaest divulgada no domingo (8 de novembro) mostra que 39% dos brasileiros esperam que a economia piore nos próximos 12 meses, e a mesma fatia acredita em melhora. É o primeiro empate entre otimistas e pessimistas desde o início do terceiro mandato de Lula.

Como o pessimismo cresceu entre os bolsonaristas

O salto é mais forte entre os eleitores de direita. Entre os bolsonaristas, 84% agora preveem piora na economia, ante 38% em agosto, antes da eleição. Na direita não bolsonarista, o pessimismo saltou de 42% para 80%.

O desenho mostra como a avaliação econômica virou extensão do voto. Quem perdeu a eleição também perdeu a confiança no crescimento do país, e quem venceu segue otimista.

O pessimismo também é maior entre os mais ricos e no Sul do país. Entre quem ganha acima de cinco salários mínimos, 49% esperam piora. No Sul, 58% acham que a economia vai piorar, contra 24% que esperam melhora.

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Entre os mais pobres, o cenário se inverte: 48% dos que recebem até dois salários mínimos projetam melhora, e 29%, piora. No Nordeste, a relação é de 50% a 25%.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores presencialmente, entre 30 de outubro e 2 de novembro, a pedido do jornal O Globo, contratante da pesquisa. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Por medir expectativa econômica, e não intenção de voto, esse levantamento não exige registro prévio no TSE.

O que o mercado financeiro pensa diferente

Enquanto a pesquisa capta pessimismo crescente entre os eleitores, parte do mercado financeiro já vê exagero. Bancos estrangeiros avaliam que o tombo do real após a reeleição foi maior do que os fundamentos econômicos justificam.

A TV Sim Brasil mostrou que bancos estrangeiros veem exagero no tombo do real depois da reeleição.

O próprio mercado também piorou suas contas antes disso. A TV Sim Brasil explicou por que o Boletim Focus piorou as contas do país logo após o resultado das urnas.

A decisão de juros também ocorreu nesse intervalo. A TV Sim Brasil mostrou que o Copom travou a Selic em 13,75% e o dólar variou após a reeleição.

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82 pontos separam lulistas e bolsonaristas na expectativa sobre a economia. A leitura do futuro do país hoje segue o resultado da urna, não o indicador econômico.

O tema também domina as preocupações com o futuro do país: 48% dos eleitores se dizem mais apreensivos do que otimistas, e 44% têm a leitura oposta.

Entre os preocupados, 27% apontam a economia, os gastos e a dívida pública e os juros como principal motivo. A economia lidera as preocupações, à frente de segurança pública e corrupção.