A Defesa Civil de Belo Horizonte decretou alerta de onda de calor forte neste domingo (27), válido até quinta-feira (1º). É a primeira onda de calor da primavera na cidade, que já teve o dia mais quente de sua história em 2023: 38,6°C.
Segundo o órgão municipal, uma massa de ar quente deve elevar as temperaturas, sobretudo à tarde, ao longo da semana. BH também está sob alerta de baixa umidade: os índices devem ficar perto de 30% até quinta.
A Defesa Civil recomenda hidratação constante, evitar exposição solar entre 10h e 16h, manter ambientes ventilados e redobrar o cuidado com crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Quantos estados estão sob alerta vermelho
O Inmet colocou seis estados em alerta vermelho de grande perigo: Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em MG, o aviso cobre o Sul e o Sudeste, incluindo Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.
A previsão do instituto aponta máximas de até 41°C em Cuiabá e 40°C em Campo Grande. Pelo critério técnico do Inmet, uma onda de calor exige temperaturas ao menos 5°C acima da média por cinco dias seguidos ou mais.
O mesmo fenômeno já havia levado o país a prever máximas de até 45°C dois dias antes do alerta chegar a BH. O alívio deve vir a partir de quarta-feira, com a chegada de uma frente fria.
O dia mais quente da história de BH
O recorde da capital mineira foi registrado em 25 de setembro de 2023, na estação da Pampulha, entre 13h e 14h. O Inmet mede a cidade desde 1961.
Os 38,6°C daquele dia superaram por apenas 0,2°C a marca anterior, de 38,4°C, cravada em outubro de 2020.
O calor extremo tem custo mensurável para a saúde: um estudo já apontou 120 mil mortes ligadas a ondas de calor no Brasil em 20 anos.
O mesmo padrão de internações por insolação já apareceu neste mês em outras cidades, como a alta de 48% nos casos em Araçatuba.
Os recordes estão cada vez mais perto um do outro
Entre o recorde de 2020 e o de 2023 passaram três anos. Em 2026, sem que a marca tenha caído de novo, BH já amanhece o terceiro final de setembro seguido sob aviso oficial de calor extremo.
Falta série mais longa para afirmar tendência, e o dossiê não permite dizer se isso é o novo normal da primavera em BH ou só coincidência de datas.
Fica a pergunta que a própria recorrência levanta: quantos setembros mais o alerta vermelho vai precisar se repetir antes de a cidade tratar isso como rotina, e não como exceção?






























