O TSE recebeu 1.103 denúncias de irregularidade na propaganda eleitoral até esta quarta-feira (19), quatro dias após o início oficial da campanha, no domingo (16). O canal usado é o Pardal, sistema da Justiça Eleitoral para relatos rápidos de infração.

O impulsionamento de conteúdo de campanha é a queixa mais comum. Ele soma 339 registros, o equivalente a 30,73% de tudo que chegou ao sistema.

São Paulo lidera as denúncias por estado, com 193 ocorrências, seguido por Pernambuco, com 106, e Paraná, com 102. Por cargo, deputado estadual concentra o maior volume, com 424 registros, à frente de deputado federal, com 325.

O que acontece depois da denúncia

Das 1.103 denúncias, 596 seguem em andamento, 54% do total. Outras 383, ou 35%, foram arquivadas dentro do próprio sistema, sem abrir processo. As 124 restantes, 11%, avançaram para um Processo Judicial Eletrônico na Justiça Eleitoral.

O Pardal exige que quem denuncia se identifique com e-Título ou conta gov.br, mas o sigilo da identidade é mantido durante a apuração.

Por que o ritmo de 2026 é mais lento que o de eleições passadas

Pelo mesmo sistema, a campanha de 2026 registra uma denúncia a cada 5 minutos desde o início da propaganda. É um ritmo mais lento que o de pleitos anteriores.

Em 2022, o Pardal fechou a campanha inteira com 38.747 denúncias, média de uma a cada 3 minutos. Em 2018, foram 48.673, uma a cada 2 minutos.

Nos dois casos, o volume final só se conhece ao fim da campanha, o que também vale para 2026.

Quase 70% das denúncias miram cargos proporcionais, deputado federal e estadual. A Presidência aparece pouco no sistema até agora, com 26 registros.

O que o ritmo atual ainda não responde

O recorte de quatro dias não permite prever se 2026 vai terminar abaixo dos dois pleitos anteriores. Denúncia se acumula ao longo de toda a campanha, e a fase mais disputada, perto da votação de outubro, é justamente quando esse tipo de queixa costuma acelerar.

O comparativo entre 2018, 2022 e 2026 só fecha de verdade quando os três números estiverem no mesmo ponto do calendário, o fim da campanha.