O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste domingo (9) que desacreditar o sistema eletrônico de votação é "desconvidar o eleitor" a participar das eleições. A declaração foi dada no encerramento da Semana Nacional do Sistema de Votação, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília.

Segundo o ministro, a credibilidade do sistema foi construída ao longo de três décadas por meio de "aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria".

Ele citou como exemplo recente a abertura pública das urnas. O TSE e nove Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) mostraram como o equipamento funciona por dentro, demonstração que classificou como prova de "transparência e segurança" do sistema.

A fala encerrou a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, criada pelo TSE para explicar o processo eleitoral à população.

A declaração de Nunes Marques vem em meio a questionamentos públicos sobre as urnas nas últimas semanas.

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) associou parte do sistema à empresa venezuelana Smartmatic e pediu observadores internacionais para as eleições de 2026. Ele próprio afirmou, à época, que não estava questionando o sistema brasileiro de votação.

O TSE nega a relação com a empresa venezuelana. O tribunal afirma que todo o sistema eletrônico de votação é desenvolvido e operado pela Justiça Eleitoral brasileira.

A Smartmatic prestou apenas serviço de conexão de dados ao órgão. A empresa disputou uma licitação para fabricar urnas em 2020, mas perdeu para a Positivo.

Ao fim da corrida de 5 km que deu nome ao evento, Nunes Marques posou para fotos com o mascote da iniciativa, batizado Pilili.