Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes mostra que 65,4% das rodovias mineiras estão classificadas como péssimas, regulares ou ruins, com necessidade de R$ 16 bilhões para a manutenção. No debate da TMC 88.7 FM com a TV Sim Brasil, Gabriel Azevedo (MDB) respondeu à pergunta de Marina Matos defendendo ferrovias e o fim do "sobrepedágio".

O debate ao governo de Minas Gerais reuniu também os candidatos Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL), com perguntas de jornalistas da própria rádio.

A pergunta sobre as rodovias partiu de Marina Matos, apresentadora do Minas TMC Primeira Edição, que citou o levantamento da CNT sobre o estado das estradas mineiras e cobrou uma solução do candidato.

"Marina, obrigado pela sua pergunta, no sentido em que eu quero o seu governador das ferrovias", respondeu Gabriel Azevedo. Ele citou o trânsito de caminhões na BR-381, no trecho para Governador Valadares.

"Para a gente melhorar as nossas rodovias, a primeira proposta, pessoal, é tirar um excesso absurdo de caminhões com sobrepeso do asfalto", disse o candidato. Ele defendeu uma malha ferroviária com R$ 20 bilhões já disponíveis nos cofres públicos de Brasília.

Como segunda proposta, defendeu a publicação de um anuário com a condição das rodovias e os pontos mais críticos. Como terceira medida, disse querer encerrar o modelo de concessão baseado só em pedágio.

"É conceder a manutenção para ir se encontrar com privado no correto", completou, ao descrever como pretende dividir a responsabilidade pelas estradas com empresas do setor.

Cobrança sobre a origem do dinheiro

Na réplica, Marina Matos apontou que a própria pesquisa da CNT identifica 165 pontos críticos somente nas rodovias estaduais e questionou o financiamento das obras diante do cenário fiscal do Estado.

"Minas Gerais é um estado endividado. A gente lembra que R$ 7,67 bilhões é o déficit projetado para o ano que vem e nós temos uma dívida atual de R$ 208,6 bilhões", disse a jornalista.

Ela questionou de onde viria o dinheiro para consertar as estradas, abrir novas vias e fazer duplicações.

Em resposta, Gabriel Azevedo citou a MG-280, entre São João del Rei e Viçosa, como exemplo da urgência de intervenção.

"É por esse tipo de estrada que prejudica muito o pequeno produtor rural", disse o candidato, ao descrever a rodovia sem pavimentação e sem sinalização.

"Não dá para reventar nossas estradas com caminhão pesado e não deixar nada de volta. E é com este fundo do minério melhor aplicado que a gente melhora as estradas", completou, defendendo um fundo com recursos da mineração para custear a manutenção das rodovias.