Ben Mendes acusou Gabriel Azevedo de não ter tido coragem de citar o nome de um aliado político durante o bloco de segurança pública do debate ao governo de Minas Gerais. O candidato do partido Missão associou o aliado a um suposto esquema de indicações na Cemig.
O embate ocorreu na etapa de perguntas do debate, promovida pela rádio TMC 88.7 FM em parceria com a TV Sim Brasil. Ben Mendes questionou Gabriel sobre a frase "não roubar e nem deixar roubar", usada pelo adversário em debate anterior.
Gabriel respondeu que a expressão é uma citação histórica de Ulisses Guimarães, feita na promulgação da Constituição de 1988, e afirmou que a frase representa "um cuidado com o dinheiro público". O candidato do MDB citou ainda posições sobre o Supremo Tribunal Federal.
Acusação na réplica
Na réplica, Ben Mendes disse que o próximo governador precisará de coragem para enfrentar facções criminosas vindas da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em seguida, afirmou que Gabriel evitou citar o nome de Marcelo Aro.
Ben Mendes declarou:
"O Gabriel não teve coragem, sequer, de citar o nome do Marcelo Aro [...], e a Polícia Federal está atrás agora para saber os esquemas de corrupção."
Ben Mendes afirmou que Marcelo Aro indicou o diretor da Cemig e que a Polícia Federal apura os esquemas citados, mas não mencionou nenhuma condenação contra Marcelo Aro durante a fala transcrita.
Ben Mendes também afirmou que Gabriel é apadrinhado por Newton Cardoso Jr. O candidato declarou:
"Ele é apadrinhado por Newton Cardoso Jr., que respondeu ao processo de desvio de 2,8 milhões e o vereador dele lá em Capelinha, Carlinho da Saúde, foi caçado."
Ben Mendes citou o processo contra Newton Cardoso Jr., mas não indicou decisão judicial concluída sobre o caso. As acusações contra os dois nomes partiram exclusivamente da fala de Ben Mendes no debate.
Resposta de Gabriel
Na tréplica, Gabriel Azevedo não mencionou os nomes citados por Ben Mendes nem os contestou diretamente. Ele direcionou a resposta à trajetória do adversário e à própria atuação em cargos públicos.
Gabriel rebateu:
"Você nunca teve um cargo público, cara. [...] Vai na polícia civil, vai na polícia militar e pergunta quem eu sou. Pergunta quantas vezes eu já ajudei as autoridades desse estado a combater criminalidade dentro dos cargos públicos que eu ocupei."
O candidato do MDB relembrou ainda um episódio com um vereador de sua cidade, que classificou como envolvido em criminalidade, cuja cassação afirma ter ajudado a articular. Ele não relacionou esse episódio ao caso citado por Ben Mendes.









































