O candidato Ben Mendes (Missão) afirmou, durante debate ao governo de Minas Gerais, que pretende cortar a diferença salarial entre soldados e coronéis da Polícia Militar. Segundo ele, um coronel recebe hoje o equivalente ao salário de 16 soldados no estado.
A fala veio em réplica a uma pergunta do próprio Mendes a Flávio Roscoe (PL). O debate foi realizado pela rádio TMC 88.7 FM em parceria com a TV Sim Brasil, com a participação também do candidato Gabriel Azevedo (MDB).
"Como você pretende atacar os privilégios se você se tornasse governador de Minas Gerais?", perguntou Mendes a Roscoe.
Roscoe respondeu defendendo a liberdade econômica como caminho central de seu governo. Disse que a burocracia estadual inibe a geração de riqueza em Minas Gerais e que os privilégios devem ser banidos de toda a sociedade.
"E não tem maior privilégio do que beneficiar a poucos e dar a poucos a oportunidade de crescer e se desenvolver", disse Roscoe.
Segundo ele, a dificuldade criada pelo Estado é o que gera corrupção e decisões subjetivas na administração pública.
"A melhor maneira de combater os privilégios é efetivamente tornando o ambiente de negócio, o Estado mais livre para que as pessoas possam desenvolver e prosperar em Minas Gerais", disse Roscoe.
Em réplica, Mendes afirmou que o adversário não respondeu à pergunta. Ele então apresentou como exemplo a distância salarial dentro da própria Polícia Militar mineira.
"Tem coronel recebendo 83 mil reais, remuneração bruta de 83 mil reais, ou seja, um coronel recebendo o equivalente ao salário de 16 soldados", afirmou Mendes. Ele citou o soldado iniciante, que recebe cerca de 5 mil reais de salário.
"São esses privilégios que nós vamos cortar aqui no meu governo", declarou Mendes.
Mendes disse ainda que o soldado "está tendo que fazer bico depois do expediente para complementar a renda" e chamou a diferença de injusta para a família do policial.
Em tréplica, Roscoe rebateu dizendo que a pergunta original não especificava qual privilégio deveria ser atacado. Ele afirmou que as maiores discrepâncias salariais do funcionalismo mineiro estão em outros poderes, não na Polícia Militar.
"Nós temos setores efetivamente, tanto do Judiciário como do Legislativo, que ganham muito mais do que, por exemplo, cargos do Executivo", disse Roscoe.
Roscoe também disse que os servidores atuais já têm direito adquirido sobre a carreira.
"Essa é uma discussão que tem que ser feita entre três poderes, numa discussão harmoniosa de longo prazo. Não é uma decisão imediata", afirmou Roscoe.









































