A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (4) a retomada das exportações de carne de aves e de mel do Brasil, depois de concluir a auditoria sanitária sobre os dois setores. O ministro da Agricultura, André de Paula, confirmou a decisão.
A carne bovina não entra na aprovação. Ela segue fora da lista de fornecedores autorizados, com processo de reavaliação mais demorado.
Segundo o ministro, os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo Brasil foram considerados satisfatórios pela Comissão Europeia. Falta agora o envio do relatório oficial do bloco, último passo antes da reinclusão formal do país na lista de fornecedores.
"Agora é esperar a evolução do processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia", disse André de Paula.
A UE havia anunciado a suspensão de carnes, frango, ovos e mel do Brasil em 12 de maio, oficializada em 5 de junho, mas que só entrou em vigor em 3 de setembro. Ela atingiu de uma vez carne bovina, de frango, suína, além de mel, pescados, ovos e animais vivos.
O motivo declarado pela Comissão Europeia foi sanitário. Segundo a UE, o Brasil não havia comprovado que os produtores deixaram de usar, em toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Quanto o Brasil perde com a carne bovina ainda fora
O impacto financeiro da suspensão ampla foi estimado em até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.
Só a carne bovina, que segue de fora mesmo após a aprovação de hoje, movimentou US$ 562,2 milhões entre janeiro e julho deste ano, com 63,7 mil toneladas embarcadas à UE.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou a missão técnica europeia no Brasil como satisfatória, em comunicado divulgado um dia antes da aprovação.
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A entidade também afirmou que o bloqueio não deve desequilibrar o mercado brasileiro de frango, já que outros compradores internacionais absorvem o volume que deixou de ir à Europa.
O que acontece agora
Com o aval sanitário dado, falta o trâmite formal em Bruxelas para o Brasil voltar oficialmente à lista de fornecedores de aves e mel. Não há data confirmada para isso.
Para a carne bovina, o caminho é mais longo. A avaliação segue em andamento, sem prazo declarado pela Comissão Europeia para uma nova auditoria ou decisão.




























