No debate ao governo de Minas Gerais realizado pela rádio TMC 88.7 FM com a TV Sim Brasil, o candidato Gabriel Azevedo (MDB) respondeu a uma pergunta de Flávio Roscoe (PL) sobre segurança pública. Ele apresentou três propostas: central de inteligência, integração de dados de celulares roubados e bloqueador de sinal em presídios.
Roscoe abriu a pergunta descrevendo o avanço do crime organizado sobre o cotidiano dos moradores do estado. "Nós temos organizações criminosas invadindo o Estado de Minas Gerais e tornando os mineiros ali refém em suas próprias casas, seus próprios lares", afirmou o candidato do PL.
Gabriel Azevedo iniciou a resposta dizendo de que lado está na disputa entre a polícia e o crime.
"Eu sou filho de policial e alguém que não tem dúvida de que lado está. Todo lado da polícia contra o bandido", disse Azevedo.
Ele emendou citando uma ruptura do governo atual com as forças policiais, atribuída a um projeto de reajuste salarial não cumprido. Segundo ele, isso provocou uma operação padrão das polícias e coincidiu com o avanço do crime organizado nos últimos cinco anos.
Azevedo citou ainda duas cartas publicadas com 20 pontos de compromisso com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Civil. A primeira proposta foi uma central de inteligência e de combate à criminalidade, nos moldes da força integrada da Polícia Federal.
"Se o crime está organizado, o Estado tem que estar organizado também", declarou Azevedo.
A segunda proposta é um plano estadual de integração de dados de celulares roubados e furtados. "Se tem uma coisa que tira qualquer um do sério hoje, é o roubo, é o furto do aparelho celular", disse Azevedo.
A terceira proposta é a instalação de bloqueador de celular em todos os presídios de Minas Gerais.
Flávio Roscoe reconheceu o problema dos celulares usados por presos para se comunicar de dentro da cadeia. Ele defendeu que bastaria cortar a energia elétrica das celas para resolver o problema, sem instalar bloqueador. Segundo ele, sem carga, a bateria dos aparelhos se esgota.
"Sem bateria não existe celular que funcione", disse Roscoe, que também citou uma lei estadual em vigor que proíbe tomada elétrica nas celas e não é cumprida.
Na tréplica, Gabriel Azevedo disse falar diretamente aos policiais civis e militares de Minas Gerais, citando profissionais que já tiveram arma na cabeça e celular roubado dentro de um ônibus. Ele defendeu dar condições de trabalho à categoria para enfrentar o crime organizado.
"O Estado de Minas Gerais hoje entregou a segurança para o crime organizado. E é isso que nós vamos mudar, mas vamos mudar completamente na próxima gestão", afirmou Azevedo.









































