O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira (18) que não acredita que o resultado das eleições de outubro possa provocar retrocesso na reforma tributária, que começa a valer em 2027, mesmo em caso de derrota do presidente Lula (PT).
A declaração respondeu a críticas do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que defende pausar a implementação do novo sistema tributário para revisar o modelo aprovado pelo Congresso. Daniella Marques, responsável pela área econômica de sua campanha, chama a proposta de "reforma da reforma".
Independentemente da disputa política, todas as entidades empresariais que vêm aqui me dizem: com a gente ele diz que não vai retroceder. Ninguém vai voltar atrás. Ninguém é doido de voltar atrás.
Afirmou Barreirinhas, em coletiva no Ministério da Fazenda. "Não tem sentido. Não existe essa possibilidade. Os sistemas já estão adaptados", completou o secretário.
A coletiva foi convocada para anunciar uma força-tarefa de orientação a empresários, contadores e contribuintes sobre a reforma. Participam da iniciativa o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Sebrae e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon).
Quando a reforma tributária entra em vigor
O novo modelo começa a ser implementado de forma gradual em 2027. A transição segue até 2033, quando o sistema substitui tributos como PIS, Cofins e ICMS e passa a valer de forma integral.
Em agosto, em almoço com cerca de 80 empresários do ABC paulista, Flávio criticou a reforma aprovada após mais de 30 anos de discussões no Congresso. Ele aparece à frente de Lula em pesquisa de 2º turno divulgada nesta sexta, dentro da margem de erro.
A Receita lançou nesta sexta-feira um site para combater desinformação sobre a reforma.
Um efeito prático da mudança já é sentido no bolso: estudos apontam alta de até 16% no preço da passagem aérea com as novas regras.


























