O banco BTG Pactual assumiu o controle da operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras em São Paulo, como sócio majoritário. A instituição já negociava com a WTorre havia meses e assinou nesta semana um pré-contrato para a mudança, que depende da análise do Cade.

A WTorre segue como sócia minoritária, com assento no Conselho de Administração, mas deixa de comandar a arena. Todos os contratos com promotores de eventos e patrocinadores continuam válidos, segundo pessoas com conhecimento da negociação ouvidas pela Folha.

Para o Palmeiras, a princípio não há mudança prática: os termos da escritura de superfície para exploração comercial do estádio, válida até 2044, seguem mantidos, incluindo os percentuais de receita do clube.

Percentual de receita do Palmeiras na exploração do estádio, por período desde a abertura — segundo o ge, conferido em 18/09/2026
Período desde a aberturaLocação e eventosCadeiras, camarotes e naming
Até 5 anos20%5%
5 a 10 anos25%10%
10 a 15 anos (atual)30%15%
15 a 20 anos35%n/d
20 a 25 anos40%n/d
25 a 30 anos45%n/d

O clube ainda não teve contato direto com o BTG. A expectativa é que a equipe hoje à frente da operação, sob comando de Marcelo Frazão, permaneça nos cargos.

A relação entre o banco e a arena começou em 2024, quando o BTG comprou dívidas da WTorre com o Banco do Brasil. A mudança de controle ocorre cinco meses após outra negociação: a troca do nome do estádio de Allianz Parque para Nubank Parque.

O contrato de naming rights paga cerca de US$ 10 milhões anuais (R$ 51 milhões), quase o dobro do valor pago pela Allianz. O estádio recebeu, em 2025, mais de 2 milhões de visitantes, em 33 partidas e 33 shows.

O que acontece agora

O acordo entre BTG e WTorre ainda depende da aprovação do Cade, sem prazo divulgado. A partir da conclusão, o banco passa a decidir o calendário de eventos e ajustes na arena.

O momento chega em meio à reta final da temporada do Palmeiras. O time está nas semifinais da Libertadores contra o Fluminense, com mando de campo no próprio Nubank Parque.

No mês passado, o clube já havia jogado no Nubank Parque com 30% a menos de lugares disponíveis, por causa de obras no local.

Mesmo assim, o time bateu a LDU em casa naquele período e evitou repetir a goleada sofrida em 2025.