A Polícia Civil de São Paulo fechou quatro cassinos clandestinos na noite de quinta-feira (17) em bairros nobres da capital paulista: Pinheiros, Moema, Itaim Bibi e Santa Cecília. Funcionários e apostadores foram levados às delegacias, assinaram termo de compromisso e foram liberados.

Segundo a Polícia Civil, a ação foi deflagrada após um trabalho de inteligência que mapeou os endereços, mantidos em sigilo para atender clientes de alta renda.

A operação foi realizada pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER).

Ao entrar nos imóveis, os policiais encontraram uma estrutura completa de jogos de azar, com dezenas de funcionários e apostadores no local no momento da operação. Todos prestaram esclarecimentos nas delegacias das respectivas circunscrições.

Foram apreendidas máquinas caça-níqueis, terminais de cartão de crédito e débito usados para transacionar apostas, além de documentos contábeis e cadernos de anotações. A Polícia Científica fez perícia nos quatro endereços para coletar provas e catalogar o material.

O que acontece agora

As apurações continuam para identificar e responsabilizar os reais proprietários e financiadores da rede clandestina. Os nomes dos estabelecimentos e dos donos não foram divulgados até a publicação desta matéria.

O fechamento ocorre num momento em que o país discute a fronteira entre jogo legal e ilegal: em agosto, o STF formou maioria para manter o jogo do bicho e o bingo como crime, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista.

Operações contra jogo de azar clandestino se repetem pelo país: no Rio, o Gaeco apreendeu quase 100 caça-níqueis ao mirar uma cúpula do jogo do bicho.

Em São Paulo, a Polícia Civil também tem mirado outros esquemas de alta renda: no início do mês, uma operação com 1,7 mil agentes desmontou uma máfia do celular roubado na capital.