Lula disse nesta quarta-feira (16/9), no podcast Desce a Letra, que não é movido a pesquisas e que hoje não vê como não ganhar a eleição de 2026. A declaração vem em meio a três pesquisas nacionais de setembro que mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatado ou à frente dele no 2º turno.
Hoje eu não vejo como não ganhar essas eleições
Lula também disse que "a mentira tem perna curta" e que, se o PT construir a narrativa correta, vai vencer o adversário. Ele contrastou a política atual, que classificou como marcada por ódio e desinformação, com disputas eleitorais de outras épocas.
O que as pesquisas de setembro mostram
Três institutos ouviram o eleitorado nacional sobre um 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro nas duas primeiras semanas de setembro. Nos três, o senador aparece à frente ou tecnicamente empatado, dentro da margem de erro.
| Instituto | Flávio Bolsonaro | Lula | Coleta |
|---|---|---|---|
| Gerp | 47% | 40% | 3 a 8/9 |
| PoderData/Aya | 47% | 45% | 6 a 9/9 |
| BTG/Nexus | 46% | 45% | 4 a 7/9 |
As três pesquisas têm margem de erro de até 2 pontos percentuais e registro no TSE. Levantamentos estaduais da Quaest na mesma semana repetem o padrão: Flávio aparece à frente em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal.
O cenário é oposto ao que a distância entre os dois mostrava no fim de agosto, quando Lula chegou a abrir vantagem sobre o adversário.
A crise no STF, porém, move só 4% do voto, segundo o Datafolha, o que ajuda a explicar o avanço de Flávio.
Como o PT reage ao avanço do adversário
Internamente, o partido já reconhece o movimento nas pesquisas. O ministro José Guimarães disse que a legenda vai realinhar a campanha numa linha mais dura.
A senadora Teresa Leitão (PT) afirmou que a estratégia agora é reforçar ao eleitor os riscos de uma volta do bolsonarismo ao poder, enquanto Flávio Bolsonaro repete a promessa de vitória no primeiro turno.
O resultado nacional também não é uniforme: no Pará, por exemplo, Lula abre 7 pontos sobre o senador, na contramão da tendência do país.
O que acontece agora
A propaganda eleitoral na TV e no rádio está no ar desde 21 de agosto, e o primeiro turno é em 4 de outubro. Novas pesquisas, como a série mensal do Indexa, devem sair nas próximas semanas.


























