O debate da Record Minas entre candidatos ao governo de Minas Gerais virou nesta segunda-feira (21) uma cobrança aos ausentes. Segundo O Tempo, apenas Mateus Simões (PSD) e Gabriel Azevedo (MDB) compareceram ao programa, a 13 dias do primeiro turno das Eleições 2026.
O Estado de Minas informou que Simões, governador e candidato à reeleição, usou o debate para mirar Cleitinho Azevedo (Republicanos), que não compareceu. O senador foi cobrado por emendas federais e pela atuação como opositor do governo estadual.
De acordo com O Tempo, Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho e Flávio Roscoe (PL) ficaram fora do debate. Kalil atribuiu a ausência à não confirmação de adversários, informou o jornal.
O encontro também serviu para Gabriel e Simões fazerem uma dobradinha contra Patrus Ananias (PT), segundo O Tempo.
Patrus também não estava no estúdio.
A ausência de tantos nomes transformou o debate em um ato de contraste, mais do que em comparação direta de propostas. A TV Sim mostrou que Cleitinho apareceu com 35% em pesquisa recente, em cenário ainda competitivo para eventual segundo turno.
O que Simões cobrou?
Simões cobrou Cleitinho por emendas federais e pelo uso político de denúncias sobre problemas em Minas. A Itatiaia informou que o governador questionou o senador por filmar buracos em estradas, mas não repassar emendas ao estado.
O Estado de Minas registrou que Simões também criticou aliados do adversário. A matéria tratou as falas como ataques de campanha, e não como conclusão sobre responsabilidade de Cleitinho.
A disputa por apoios no campo da direita já vinha mexendo no tabuleiro mineiro. A TV Sim publicou que um deputado do PL deixou Roscoe e declarou apoio a Cleitinho.
Por que o debate importa?
O debate importa porque a campanha entrou na reta final sem todos os principais candidatos no mesmo palco. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro turno será em 4 de outubro; eventual segundo turno, em 25 de outubro.
O Estado de Minas descreveu a fase final da eleição mineira como uma agenda de debates, encontros empresariais e caravanas pelo interior. Nesse contexto, faltar a um programa de TV vira argumento para adversários que tentam ocupar espaço.
A corrida em Minas também envolve disputa jurídica e rearranjos de candidatura. No Senado, a TV Sim mostrou que Cunha foi ao TSE para tentar disputar vaga pelo estado.
O que acontece agora
O que acontece agora é a tentativa de cada campanha de transformar presença ou ausência em sinal eleitoral. Para Simões e Gabriel, o debate rendeu tempo de exposição sem confronto direto com parte dos adversários.
Para os ausentes, a disputa passa a ser explicar a estratégia sem parecer fuga de confronto. O próximo teste será a capacidade de levar a pauta de propostas de volta ao centro da campanha antes de 4 de outubro.
















































































