O quinto debate entre candidatos ao governo do Distrito Federal expôs nesta segunda-feira (21) a ausência da governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, a 13 dias do primeiro turno. Cinco adversários foram à Record Brasília e concentraram o confronto em saúde, educação e transporte.
Segundo o G1, Celina informou à emissora que não participaria em função de atividades no cargo. Participaram Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), José Roberto Arruda (PSD), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB), conforme registrou o Metrópoles.
O debate teve quatro blocos. De acordo com o G1, houve perguntas entre candidatos, questões feitas por jornalistas, perguntas de telespectadores e considerações finais.
A ausência virou o primeiro tema político da noite. O Metrópoles informou que Cappelli e Arruda criticaram a decisão da governadora e ligaram a falta de Celina à pressão sobre a atual gestão.
"Quem tem medo de voto também tem medo de debate, cadê a Celina?", disse Arruda, segundo o Metrópoles.
O efeito prático é que a campanha do DF chega à reta final com a candidata à reeleição fora do principal confronto do dia. A TV Sim já mostrou que dados de saúde e educação viraram ponto frágil em debates anteriores.
Quais temas dominaram o debate?
Os temas que dominaram o debate foram saúde, educação, economia e transporte público. Segundo o G1, Paula Belmonte defendeu fortalecer UBSs e contratar médicos, agentes comunitários e enfermeiros, enquanto Cappelli prometeu zerar filas de hospitais.
Regularização fundiária também entrou no confronto. De acordo com o G1, Arruda perguntou a Cappelli sobre o tema, e o candidato do PSB disse que pretende criar uma Secretaria Especial de Regularização Fundiária.
A disputa local já vinha acumulando propostas setoriais. No domingo, a TV Sim mostrou que Leandro Grass prometeu reforma agrária na campanha pelo governo do DF.
Por que a ausência pesa?
A ausência pesa porque a eleição está na reta final e o debate era mais uma chance de comparação direta entre candidatos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro turno será em 4 de outubro; eventual segundo turno, em 25 de outubro.
Para Celina, a justificativa oficial foi agenda de governo. Para os adversários, a cadeira vazia permitiu deslocar o debate para a cobrança sobre a atual gestão, inclusive em temas como saúde e Banco de Brasília.
A crise política em torno do banco também entrou no pano de fundo da campanha. A TV Sim publicou que o DF acionou o STF contra Lula ao acusar uso político do BRB.
O que acontece agora
O que acontece agora é a disputa por agenda e presença na reta final. Com o primeiro turno em 4 de outubro, candidatos ainda têm poucos dias para usar debates, propaganda e atos de rua para tentar fixar propostas e fragilidades dos adversários.
Sem Celina no estúdio, o debate da Record reforçou um eixo simples para a oposição: transformar a agenda de governo em cobrança eleitoral. A resposta da governadora, até aqui, foi atribuir a ausência às atividades do cargo.






























