A Organização Mundial da Saúde (OMS) começou nesta sexta-feira (23) o primeiro estudo clínico de uma vacina contra a cepa Bundibugyo do ebola, responsável pelo surto na República Democrática do Congo (RDC). As primeiras doses foram aplicadas em Bunia, capital da província de Ituri.
O ensaio, batizado de Tumaini ("esperança", em suaíli), testa se a vacina Ervebo, hoje aprovada só contra a cepa Zaire do vírus, também protege contra a Bundibugyo, causadora do surto atual.
Desde maio, o surto já provocou 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes na RDC, segundo a OMS, que classificou a situação como emergência de saúde pública de preocupação internacional, o 2º nível mais alto de alerta da entidade.
"Este ensaio clínico nos ajudará a entender se alguma das vacinas candidatas desenvolvidas para o vírus Bundibugyo funciona", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em publicação na rede social X.
Como funciona o estudo da vacina?
O estudo Tumaini usa vacinação em anel: imuniza primeiro os contatos de alto risco de infecção. A fase 2, que começa agora, vai testar também duas vacinas candidatas específicas contra a cepa Bundibugyo, além da Ervebo.
Uma delas é a ChAdOx1, da Universidade de Oxford. A outra é da farmacêutica americana Moderna, que já tinha parceria para essa vacina. Ambas ainda estão em estágios iniciais de testes.
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O que acontece agora
O estudo prevê incluir grávidas e adolescentes a partir de 12 anos nas próximas fases, com financiamento da Cepi, coalizão que reúne governos, o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates.
O surto já havia chegado à 8ª província da RDC neste mês, e também foi registrado em Uganda, Quênia e Nigéria.
É considerado o maior surto de ebola já registrado. A vacina em teste só chega meses depois do início de uma epidemia que já superou todos os recordes anteriores da doença.





































