O Gemini pode acessar Gmail, Drive, Maps e outros apps do Google no Brasil quando o usuário ativa extensões. Segundo o Estado de Minas, o recurso vem desligado por padrão, mas quem ligou a integração precisa revisar permissões para limitar e-mails, documentos, agenda e fotos.

As extensões funcionam como pontes entre o chatbot e os serviços da conta Google. Com elas ativas, o Gemini pode encontrar e-mails de uma pessoa, resumir conversas, localizar arquivos no Drive ou combinar dados de agenda e Maps para responder a um pedido.

O ponto prático é separar três controles diferentes.

Extensões do Gemini regulam o acesso do chatbot aos apps conectados; recursos inteligentes do Gmail e do Workspace controlam funções dentro desses serviços; e alguns apps, como Fotos, têm preferências próprias.

O tema cresce no mesmo momento em que dados viraram risco central para big techs. Nesta segunda-feira, a TV Sim mostrou que o Google levou multa de € 403 milhões na União Europeia por localização.

Como desligar o acesso do Gemini?

Para desligar o acesso do Gemini, abra as configurações do app ou site do Gemini e revise as extensões ou apps conectados. Desative Gmail, Drive, Calendar, Maps, Fotos ou outros serviços que você não quer usar nas respostas.

O Google informa em sua documentação que usuários podem permitir o uso de conteúdo do Workspace em Calendar, Docs, Drive, Gmail, Keep e Tasks. Em contas corporativas ou escolares, parte desse controle pode ficar com o administrador do Workspace.

No Gmail, a orientação é conferir também os recursos inteligentes. Reportagens da Wired e do Android Central apontam que desativar Smart Features reduz integrações de IA em contas pessoais, mas pode tirar recursos como sugestões, composição inteligente e outras automações.

O que o Gemini pode ler quando a extensão está ativa?

O Gemini pode ler o conteúdo autorizado pelo usuário quando a extensão está ativa. Isso inclui, conforme o serviço conectado, e-mails, documentos, eventos de agenda, arquivos no Drive e dados usados para montar respostas mais personalizadas.

Segundo o Estado de Minas, o Google afirma que informações acessadas pelas extensões não são usadas para treinar modelos públicos nem para exibir anúncios. A atividade fica registrada na conta e pode ser revisada ou apagada pelo usuário.

A ressalva é que não existe um interruptor universal para todo o ecossistema. O Android Central descreve controles separados para Gmail, Fotos, Chrome, Pixel e o próprio app Gemini. Privacidade, nesse caso, depende de revisar serviço por serviço.

O que acontece agora

O que acontece agora é uma corrida por clareza nos controles de IA. O histórico recente já inclui incidentes e disputas sobre modelos: a TV Sim mostrou quando o Gemini foi usado em invasões e quando usuários processaram empresas de IA.

Para quem quer reduzir exposição, o caminho imediato é simples: revisar extensões no Gemini, checar recursos inteligentes no Gmail e procurar preferências específicas nos apps mais sensíveis. O controle é reversível, mas precisa ser feito antes de deixar a IA consultar a conta inteira.