A campanha de Lula (PT) negociou com os governos de São Paulo e da capital, a prefeitura e a Justiça Eleitoral medidas para evitar vandalismo e confronto com a PM no ato deste sábado (24) na avenida Paulista, o último antes do 2º turno.

Segundo o Valor e o Poder360, a campanha pediu que os policiais militares estejam identificados e mantenham as câmeras corporais ligadas sem interrupção. O PT enviou ofício à PM nesse sentido, mas a corporação não respondeu até as 9h38 deste sábado.

Também houve um imbróglio com o Metrô de São Paulo: a empresa pediu tapumes nas estações Trianon-Masp e Consolação, mas a contratada foi avisada de madrugada que o Metrô começara a desmontar as estruturas. A companhia disse depois que assumiria a instalação das proteções.

Por que a campanha desconfia da PM?

A campanha desconfia da PM porque, segundo o Valor, os dois atos anteriores de Lula em São Paulo tiveram denúncias de notícias falsas e problemas com a corporação na concentração dos manifestantes, incluindo imagens manipuladas por inteligência artificial.

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A desconfiança cresceu depois que a Ouvidoria da Polícia pediu o afastamento de PMs acusados de forçar detidos a vestir camiseta da campanha em Piracicaba. O caso levou o TSE a tirar do ar um vídeo com os suspeitos de camiseta.

O Ministério da Justiça também cobrou apuração dos policiais envolvidos no episódio, que a Ouvidoria classificou como incompatível com os princípios constitucionais.

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O que acontece agora

O ato começa às 16h deste sábado, com o carro de Lula percorrendo 1,2 km da avenida Paulista, da alameda Campinas até perto da rua Haddock Lobo. A campanha espera repetir ou superar os 7 quarteirões ocupados no ato de 11 de outubro.

No ato anterior, o governador Tarcísio de Freitas já havia criticado a mobilização do PT na Paulista, e o prefeito Guilherme Boulos rebateu um vídeo que considerou manipulado.