O adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília prevê uma safra brasileira de soja de 184 milhões de toneladas em 2026/27, dois milhões de toneladas abaixo da projeção oficial do USDA, de 186 milhões, divulgada em outubro.
Mesmo mais cauteloso, o número representa alta de quase 2% sobre as 180,5 milhões de toneladas colhidas na safra 2025/26, o 3º recorde consecutivo da cultura no país, segundo a CNN Brasil.
A área plantada deve chegar a 49,7 milhões de hectares, alta de 1,4% sobre a safra anterior, mas abaixo da expansão média de 4,2% ao ano dos últimos cinco anos. A revisão reflete cautela diante de juros altos e clima instável.
Por que o adido é mais cauteloso que o USDA oficial?
O adido é mais cauteloso porque sua estimativa de 184 milhões de toneladas é um relatório não oficial, separado do WASDE, o relatório mensal do USDA que havia projetado 186 milhões de toneladas para a mesma safra, segundo a Reuters.
Segundo a Reuters, chuva persistente no Rio Grande do Sul e previsão de tempo severo em outros estados preocupam mais a colheita do que o plantio. As exportações de soja devem somar 117,5 milhões de toneladas, 2,1% a mais que em 2025/26.
Onde a soja mais deve crescer?
A soja deve crescer mais no MATOPIBA, região que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, pela disponibilidade de terras do Cerrado e pelas obras de infraestrutura de transporte em andamento na região, segundo o relatório do adido.
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Um dos projetos citados é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), ligando Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins. Para o país inteiro, a Conab projeta 367 milhões de toneladas de grãos na safra atual.
O que acontece agora
O próximo relatório oficial do USDA sai em novembro, já com dados de campo da nova safra. Até lá, o mercado segue de olho no ritmo do plantio, depois que o plantio já havia atrasado em setembro.































