Pesquisa Vox Brasil mostra que 63,4% dos eleitores não vão seguir a indicação de voto do candidato em quem votaram no 1º turno para o 2º turno, em 25 de outubro, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Apenas 17,2% dizem que seguiriam a orientação.

Segundo o levantamento, 15,2% afirmam que a decisão depende de qual candidato receber o apoio do derrotado, enquanto 2,6% ainda não sabem e 1,6% estão indecisos quanto a seguir ou não a indicação. A maioria, porém, já decidiu o voto.

O mesmo levantamento mostra que 76,2% dos entrevistados consideram o voto totalmente decidido e sem chance de mudar. Outros 13,4% dizem que decidiram, mas ainda podem mudar de ideia.

Avaliam ainda os candidatos 3,4% dos eleitores, 3% não decidiram e 4% estão indecisos. A maior parte do eleitorado já decidiu o voto e não pretende seguir a indicação de quem perdeu no 1º turno.

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A Vox Brasil ouviu 2.100 pessoas entre 3 e 9 de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%, e o levantamento tem registro no TSE sob o número BR-09623/2026, custeado com recursos próprios do instituto.

Quem já declarou apoio a cada candidato?

Flávio Bolsonaro já tem o apoio declarado dos ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC).

Do lado de Lula, declararam apoio o PSTU, de Hertz Dias, o PCB, de Edmilson Costa, e o UP, de Samara Martins, partidos sem representação relevante no Congresso.

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Nesta semana, o Podemos declarou apoio a Flávio Bolsonaro, mesmo sem ter lançado candidato próprio ao Planalto neste ciclo. Ainda não declararam apoio a nenhum dos dois Renan Santos (Missão), Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO), candidatos derrotados no 1º turno.

O cenário lembra 2022, quando Lula venceu Bolsonaro no 2º turno por apenas 2,1 milhões de votos, a menor margem da história das eleições presidenciais brasileiras, segundo o TSE.

O que acontece agora

O 2º turno acontece em 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesta mesma sexta (9), a pesquisa Datafolha também mostrou Flávio à frente de Lula, em outro instituto.