A sensação de formigamento ao cruzar as pernas ou dormir sobre o braço não é causada por formigas, nem só por má circulação. A causa real é a interrupção temporária de energia elétrica nos nervos periféricos, mostra reportagem da CNN Brasil.
Quando o peso do corpo pressiona uma região do corpo, o vaso sanguíneo que irriga o nervo daquela área é comprimido. Sem oxigênio e glicose suficientes, a célula nervosa interrompe a produção de energia, e o cérebro deixa de receber os sinais daquele membro.
Por que vêm as 'agulhadas' depois
As agulhadas começam quando a postura é corrigida e a pressão sai do nervo. Com a descompressão, o sangue volta a circular e o cálcio entra na célula nervosa de uma vez.
Esse fluxo faz o nervo disparar impulsos elétricos desordenados, sem nenhum estímulo externo real. O cérebro interpreta esses sinais bagunçados como formigamento ou picadas na pele.
Na perna cruzada, isso acontece no peito do pé, por causa do nervo fibular, que fica na lateral do joelho.
O mesmo mecanismo explica o choque no cotovelo: não vem do osso, e sim do nervo ulnar, que passa perto da pele e atinge o dedo mindinho e parte do anelar.
Quando o formigamento é sinal de alerta
Episódio isolado por causa de postura não tem gravidade e passa em poucos minutos. Formigamento recorrente, sem compressão externa, já pede avaliação médica.
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Parestesia constante nas duas mãos ou nos dois pés, sem explicação mecânica, pode indicar uma condição metabólica ou neuropática.
É o tipo de sinal que também entra no radar de quem investiga os sintomas de AVC e como preveni-lo, outro quadro em que o corpo avisa antes de piorar.
É mais um caso de sensação comum do dia a dia que tem explicação na fiação do próprio corpo, parecido com o que acontece quando espremer cravo dá uma sensação de prazer.






























