A dor repentina na testa ou nas têmporas ao comer sorvete ou tomar bebida muito gelada rápido demais, conhecida como "brain freeze", não vem do cérebro. Segundo a UCLA Health, ela nasce no contato do frio com o céu da boca.

O cérebro não chega a ser congelado, e não há queda perigosa de temperatura dentro da cabeça. O que ocorre é uma reação médica batizada de dor de cabeça provocada por estímulo frio.

Uma hipótese recente da UCLA Health aponta os ramos do nervo trigêmeo como os principais responsáveis pela reação. Esse nervo leva sinais de dor do rosto ao cérebro.

É por isso que o incômodo aparece na testa ou nas têmporas, mesmo que o estímulo comece na boca. A medicina chama esse descompasso de dor referida: o lugar da dor nem sempre é o lugar do estímulo.

Mudanças rápidas no fluxo sanguíneo da região também participam do processo, segundo a publicação. Mas os nervos sensoriais do céu da boca são hoje apontados como os principais responsáveis pela resposta.

A dor costuma atingir o pico entre 10 e 20 segundos e desaparece em um ou dois minutos, na maioria dos casos.

Como evitar o cérebro congelado?

A forma mais simples de evitar a dor é reduzir o ritmo ao comer ou beber algo muito gelado. Colheradas pequenas de sorvete, com intervalo entre elas, evitam a exposição repentina do céu da boca ao frio intenso.

Se a dor já começou, pausar o consumo por alguns segundos ajuda a remover o estímulo. Pressionar a língua contra o céu da boca também acelera o retorno à temperatura normal.