O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse que o equilíbrio fiscal vai nortear a relação do partido com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no quarto mandato dele, que começa em fevereiro de 2027. O PSD terá 43 deputados e quatro senadores.
O importante é a relação do partido, a aproximação. E isso tem uma vinculação muito forte com a política econômica e, evidentemente, com o equilíbrio fiscal.
Em entrevista ao Valor Econômico, Kassab evitou se comprometer com o número de votos que o PSD vai entregar ao governo no Congresso, mas reconheceu a legitimidade de Lula para cumprir os programas sociais prometidos na campanha.
"O importante é que, investindo nesses programas, fique claro que deve haver uma redução de custos, uma reforma administrativa", completou o dirigente, ao Valor.
A cobrança por corte de gastos também mira o Congresso. Kassab classificou como "inaceitável" o modelo atual das emendas parlamentares e defendeu que os recursos sejam vinculados aos programas do Executivo.
Para ele, os R$ 60 bilhões que os parlamentares vão destinar no próximo ano precisam estar associados ao projeto aprovado nas urnas. Kassab aposta no entendimento político para mudar as regras.
Na prática, a fala deixa claro que o apoio do PSD a Lula segue condicionado: depende de corte de gastos mostrado, não apenas prometido.
O que Kassab defende para as eleições de deputado
Kassab também defendeu o avanço do voto distrital misto, sistema que dá ao eleitor duas escolhas: uma para o candidato do distrito e outra para a legenda partidária. Para ele, a proposta está madura para votação no Congresso.
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula aprovar a mudança ainda em 2026, com transição prevista para 2030 e implementação completa em 2034.
A proposta tem apoio inicial de partidos de centro como PSD, União Brasil, PP, MDB e Podemos, mas enfrenta resistência das principais legendas de esquerda e direita, PT e PL.
Os deputados do PSD já encaminharam apoio à recondução de Motta à presidência da Câmara. Os senadores da legenda devem definir posição nos próximos dias.
A perspectiva de seguir no governo Lula convive, segundo Kassab, com a manutenção da aliança do PSD com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). É a mesma condicionante que Kassab já havia colocado em entrevista anterior, no início de novembro.
O que acontece agora
Lula toma posse para o quarto mandato em fevereiro de 2027, quando também assumem os 43 deputados e os quatro senadores eleitos pelo PSD. A reforma do voto distrital misto, se avançar, ainda depende de votação no plenário da Câmara.






























