Acordar cansado de vez em quando é comum, mas quando isso vira rotina pode ser insônia, segundo especialistas. O psiquiatra Alexandre Azevedo, do Laboratório do Sono da USP, explica que o quadro é doença quando atinge três noites por semana, por três meses seguidos.
A artista plástica Vitória, de 30 anos, convive com dificuldades para dormir desde a infância. O sono leve e os despertares frequentes afetam sua disposição e seu humor.
"Eu me sinto fraca. Eu me sinto como se tivesse drenado minha energia", diz Vitória. "A minha cabeça fica a mil. Eu lembro de alguma coisa que tenho que fazer, uma coisa que deixei de fazer."

Patrick, de 35 anos, trabalha com reabilitação física e passa madrugadas olhando o relógio, com medo de perder a hora de acordar.
"Quando chega próximo no meu horário de levantar, aí que é pior, porque eu fico olhando a hora, de hora em hora, para não perder o meu tempo", afirma Patrick.
O cansaço já afetou o trabalho de Patrick, que viveu um episódio de exaustão durante o atendimento a um paciente. "Estava com tanto cansaço que meu olho fechou na hora", recorda.
Quando a dificuldade para dormir vira doença?
Segundo Azevedo, a insônia aparece quando há dificuldade para iniciar o sono, despertares na madrugada ou despertar precoce, somados a fadiga e cansaço diurnos. O critério clínico considera três noites por semana, durante três meses seguidos.
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O que fazer diante do diagnóstico?
Azevedo recomenda procurar ajuda médica para investigar as causas do problema e definir o tratamento mais adequado. Hábitos como o uso do celular à noite ajudam a explicar o aumento das queixas de sono, segundo especialistas.
Um levantamento sobre tratamento da insônia já apontava o estilo de vida como fator central para melhorar o sono.
Um estudo da UFMG relacionou o excesso de celular à insônia em idosos.





























