O diretor comercial do Consórcio Maracanã, Dilson Motta, registrou queixa contra Marcos Lamacchia, futuro dono da SAF do Vasco, por ocupar um camarote reservado a outros clubes. O caso aconteceu na noite de terça-feira (20), durante Vasco x Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
A confusão aconteceu horas depois de o Vasco perder para o Boca Juniors e ser eliminado da Copa Sul-Americana.
Segundo o relato de Motta, os camarotes ocupados foram o 314, 315 e 316, de uso exclusivo das diretorias de Flamengo e Fluminense, que detêm a concessão do Maracanã.
De acordo com o registro de ocorrência, ao qual o ge teve acesso, o diretor do consórcio foi ao local após ser avisado da ocupação. Ele encontrou oito torcedores nos camarotes, entre eles Lamacchia.
Os torcedores teriam se recusado a sair, e a Polícia Civil foi acionada. Em seguida, a própria equipe do consórcio intermediou a realocação do grupo para o camarote 310, encerrando o impasse.
Procurado pelo ge, o Vasco informou que não vai se posicionar sobre o caso.
O episódio é mais um capítulo de uma disputa que já dura meses entre o Vasco e os donos do estádio.
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O uso do Maracanã pelo clube virou embate judicial de cerca de um mês com Flamengo e Fluminense. Só terminou quando o STJ manteve a decisão que autorizava o Vasco a mandar a partida no estádio.
Lamacchia, de 47 anos, é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa. Formado em administração pela Universidade de Miami, ele fundou em 2008 a Blue Star, consultoria financeira da qual é CEO.
A proposta dele foi declarada vencedora do processo competitivo pela compra de 90% da SAF do Vasco, em decisão homologada pela Justiça no fim de setembro.
Antes de se tornar sócio majoritário, ele já acompanhava o clube de perto. Foi um dos oito torcedores flagrados no camarote na noite de terça.
A Justiça homologou a venda da SAF do Vasco a Lamacchia havia pouco mais de três semanas quando o novo episódio aconteceu.
O que acontece agora
A queixa registrada por Dilson Motta segue agora na Polícia Civil. O Vasco optou por não se posicionar sobre o episódio, e a disputa pelos camarotes do Maracanã deve se repetir a cada partida do time em casa.





























