A Anvisa aprovou, em 1º de outubro, o Niktimvo (axatilimabe) para tratar a doença crônica do enxerto contra o hospedeiro em adultos e crianças com pelo menos 40 kg. O remédio é indicado para quem já passou por duas linhas de tratamento sem sucesso.

A doença é uma complicação tardia do transplante de medula óssea, que costuma surgir cerca de 100 dias após o procedimento. Os linfócitos T do doador passam a atacar os tecidos do paciente, por reconhecê-los como estranhos.

A Anvisa descreveu a condição como associada a "elevada morbidade, comprometimento importante da qualidade de vida e aumento da mortalidade", com pacientes que têm poucas opções terapêuticas disponíveis.

O que mostram os estudos do remédio

Na dose de 0,3 mg/kg aplicada a cada duas semanas, o Niktimvo teve taxa de resposta global de 73,8% nos primeiros seis ciclos de tratamento, segundo dados da Anvisa. A agência não informou quantos pacientes brasileiros podem ser beneficiados.

O anticorpo monoclonal é desenvolvido pela farmacêutica americana Incyte. A canadense Knight Therapeutics tem os direitos de distribuição na América Latina, por acordo firmado em agosto de 2025. Preço e previsão de chegada às farmácias brasileiras não foram divulgados.

O que acontece agora

Com o registro na Anvisa, o medicamento pode começar a ser comercializado no país. Até a publicação desta matéria, não há indicação de que o Niktimvo vá passar por avaliação da Conitec para entrar no SUS.

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O SUS já incorporou outro tratamento onco-hematológico por esse rito neste ano, para leucemia mieloide aguda em adultos.

Quem pode doar medula para transplante, procedimento que em casos raros leva à doença agora tratada pelo novo remédio, pode se cadastrar no Redome, o registro nacional de doadores.