O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe médica que implantou uma prótese no joelho errado da idosa Marilda da Silva, 72 anos, no Hospital da Cruz Vermelha Brasileira, em Curitiba.
A cirurgia ocorreu em 30 de setembro: a paciente foi internada para uma artroplastia no joelho esquerdo, procedimento que troca a cartilagem desgastada por uma prótese metálica, e acordou da sedação com a perna direita operada.
Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas.
A sindicância tramita sob sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022). Até agora, nem o CRM nem o hospital identificaram o profissional responsável pela cirurgia.
Segundo a filha da paciente, Sabrina da Silva, o membro correto não recebeu a marcação pré-cirúrgica exigida pelo protocolo. O médico teria justificado a troca dizendo que a própria idosa, sob efeito de sedativos, pediu a mudança pouco antes da cirurgia.
A marcação pré-operatória existe justamente para que essa decisão não dependa do paciente sedado na mesa de cirurgia.
O cirurgião também teria dito que a equipe fez um exame de imagem prévio para confirmar a mudança, mas o resultado não ficou salvo no sistema do hospital.
O Hospital da Cruz Vermelha afirmou que abriu uma apuração interna e que vai manter o acompanhamento da paciente com outro ortopedista do corpo clínico, incluindo fisioterapia. A família já contratou um advogado para acompanhar o caso.
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O que acontece agora
Enquanto a sindicância do CRM-PR corre em sigilo, a família de Marilda já recorre à Justiça. Veja como identificar responsabilidade em caso de erro médico em cirurgia.
Confira também quais são os direitos do paciente nesses casos.
Marilda também tem direitos previstos no Estatuto do Idoso, que garante atendimento prioritário e digno na rede de saúde.





























