A série "Glee" vai ganhar um reboot no Disney+ e no Hulu, 11 anos após o fim da produção original, segundo a revista Variety. A conta oficial do seriado confirmou o retorno nesta quarta-feira (21), com a mensagem "Estamos de volta".

A nova versão será produzida pela 20th Television e retoma a produção musical criada por Ryan Murphy, exibida originalmente entre 2009 e 2015. Ainda não foram divulgados detalhes sobre trama, data de estreia ou elenco.

Murphy contou, em entrevista ao programa Entertainment Tonight, que escreveu o roteiro do reboot ao lado de Brad Falchuk e Ian Brennan, e que já conversou com cerca de dez integrantes do elenco original sobre o projeto.

"É muito especial, e todos tinham muitas perguntas, mas ficaram muito entusiasmados com a ideia", afirmou Murphy.

Quem pode voltar no elenco?

Lea Michele, que interpretou Rachel Berry, já disse à E! News que a série continua tendo um lugar especial em sua vida e que acompanharia Murphy em novos projetos. Chris Colfer, o Kurt Hummel da trama, comentou a possibilidade com ressalvas.

"Foi uma série muito difícil de fazer, e seria muito difícil fazê-la agora que Naya se foi", disse Colfer ao Bustle, em referência à atriz Naya Rivera, que morreu em 2020. Cory Monteith, outro nome do elenco original, morreu em 2013.

A série original acompanhava um grupo de estudantes do coral da escola fictícia William McKinley, em Lima, Ohio, e abordava temas como sexualidade, racismo, deficiência e saúde mental ao longo de seis temporadas.

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Os temas sociais, incomuns para uma comédia musical na época, ajudam a explicar por que a série segue relevante mais de uma década depois. A produção levou seis prêmios Emmy.

Mesmo após o fim da exibição, em 2015, a trilha sonora de "Glee" segue ouvida: soma uma média de 4,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify, segundo a Variety, com covers como "Don't Stop Believin'", de Journey, e "Smooth Criminal", de Michael Jackson.

O que acontece agora

Não há data de estreia, elenco ou sinopse confirmados para o reboot. O anúncio chega num momento em que o Disney+ amplia parcerias no Brasil, um dos mercados que a plataforma mais tem priorizado.