A Rússia atacou usinas, subestações e uma fábrica de munições na região de Kiev na madrugada do sábado (7 de novembro), deixando ao menos 6 feridos, segundo autoridades ucranianas. É o quarto inverno seguido de ataques à rede elétrica do país.
O Ministério da Defesa russo disse que mirou alvos militares e industriais, incluindo uma ponte usada para transporte de armas e uma fábrica que, segundo Moscou, produz mísseis de cruzeiro. Entre os feridos está uma criança.
Danos atingiram prédios residenciais, uma creche e uma casa particular em Kiev.
O padrão que se repete a cada inverno
A campanha russa contra a rede elétrica ucraniana está no quarto inverno seguido, e cada ano os ataques têm sido mais pesados, segundo reportagens internacionais. Um dia antes deste ataque, 7 regiões ficaram sem luz, incluindo Kiev, Kharkiv e Chernihiv.
Em janeiro deste ano, a Rússia fez ataques quase diários à infraestrutura de energia, com 5 ofensivas em grande escala que miraram várias regiões ao mesmo tempo. Milhões de ucranianos tiveram eletricidade só por algumas horas por dia, durante o mês inteiro.
A Ucrânia também ataca a infraestrutura de energia da Rússia: Zelensky disse que só vai parar de atingir refinarias russas se Moscou fizer o mesmo.
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No terreno moral adotamos uma postura de condenação da invasão. No terreno militar somos neutros, mas no terreno moral, não.
A fala é do embaixador do Brasil na Ucrânia, Rafael de Mello Vidal. Monitores de direitos humanos da ONU classificam os ataques à energia, somados a um inverno rigoroso, como fonte de dificuldades extremas para civis.
A Comissão Helsinque, dos EUA, avalia que o inverno 2026-2027 pode ser o mais difícil da guerra para a população ucraniana.
Onde o Brasil entra nesse inverno
O Brasil entrou no pedido de ajuda: em 3 de novembro, na Cúpula Ibero-Americana em Madri, Zelensky pediu transformadores ao Brasil, ao México, à Argentina e à Colômbia para reparar a rede elétrica ucraniana.
O pedido chegou dias antes do ataque mais recente à mesma rede elétrica que ele queria ajuda para reparar.
Não há, nas fontes consultadas, registro de resposta do governo brasileiro a esse pedido específico. O país mantém o que o embaixador chama de neutralidade militar, mas não moral, em relação à guerra.
O pedido chega num momento em que a guerra já tem custo direto para o país: o número de brasileiros mortos no conflito chegou a 40, segundo o Itamaraty.
Depois que a contagem chegou a esse número, o país tentou puxar uma nova rodada de negociações de paz, sem sucesso até agora.
O ponto em aberto
O pedido de transformadores que Zelensky fez ao Brasil ainda não teve resposta pública conhecida. A pergunta que fica é se ele será atendido antes do que observadores internacionais já chamam de o inverno mais difícil da guerra para a população civil ucraniana.






























