O relatório preliminar da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o 2º turno apontou um recorde de litigiosidade no ciclo eleitoral de 2026. Ao mesmo tempo, a missão elogiou a queda nas denúncias de desinformação contra o sistema eleitoral.
Divulgado nesta quarta-feira (28), o documento é assinado pela missão liderada pelo diplomata chileno José Miguel Insulza. A OEA mobilizou 91 observadores internacionais para acompanhar o 2º turno.
De julho a outubro, o TSE recebeu 1.071 ações de representação e pedidos de direito de resposta das campanhas presidenciais. É um salto de quase 75% em comparação com a eleição de 2022.
A OEA também apontou o clima de intensa polarização no ciclo.
No lado positivo, a missão registrou queda de 86% nas denúncias de desinformação contra a integridade do sistema eleitoral, na comparação com 2022. A biometria, usada para identificar o eleitor na hora de votar, chegou a 89% dos mais de 158 milhões de eleitores.
O relatório também citou o crescimento da bancada feminina na Câmara dos Deputados, que chegou a 21,2% das cadeiras depois da eleição de outubro. A Casa elegeu um recorde de 109 deputadas, embora as mulheres ainda sejam minoria no plenário.
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O mesmo relatório aponta falhas institucionais no encerramento da votação de domingo (25), ligadas à decisão isolada do ministro Zanin, do STF, de prorrogar o horário de votação.
O retrato que a missão traça é de um sistema eleitoral tecnicamente confiável, mas sob pressão jurídica crescente das próprias campanhas.
A missão ratificou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSD) para o mandato de 2027 a 2030, afirmando não ter dúvidas sobre a integridade dos dados apurados pelo TSE.































