Dez políticos eleitos em 2026 tiveram as contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em cargos que ocuparam antes, por problemas na aplicação de recursos públicos. As condenações financeiras somam quase R$ 5,7 milhões, segundo levantamento do g1.

O cálculo considerou só decisões que responsabilizaram pessoalmente os políticos, excluindo casos em que a devolução coube às prefeituras, e não inclui juros nem correção monetária. Em parte dos casos, as quantias já foram quitadas ou estão sendo pagas em parcelas.

Que tipo de irregularidade aparece nos processos

As falhas vão da ausência de prestação de contas e de comprovação de pagamentos a obras inacabadas, problemas na contratação de artistas e suspeitas sobre a realização de cursos profissionalizantes. Os casos somam 15 processos sobre uso de recursos federais em municípios de diferentes estados.

O TCU já havia achado irregularidade em 82% das emendas Pix fiscalizadas neste ano, um padrão de falha parecido com o identificado nos municípios agora.

A maior parte das verbas chegou por convênio com o governo federal.

Os demais processos envolvem recursos de programas nacionais de educação, saúde e assistência social. A lista inclui ainda um ex-secretário municipal de Infraestrutura e um ex-presidente de associação de municípios.

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Os nomes constam na relação que o TCU entregou ao TSE com mais de 6,1 mil gestores com contas irregulares nos últimos 8 anos.

Do total, 266 eram pessoas politicamente expostas na eleição de 2026: 135 vereadores, 114 prefeitos, 6 deputados estaduais, 2 deputados federais e 1 senador.

Estar na lista impede a candidatura?

Não automaticamente. A lista do TCU serve só para auxiliar a Justiça Eleitoral na análise dos pedidos de registro de candidatura; cabe a ela avaliar os requisitos de inelegibilidade em cada caso, com base na Lei da Ficha Limpa.

A relação reúne casos com decisões definitivas e cobre omissão na prestação de contas, uso indevido de recursos públicos e desvio de dinheiro ou bens públicos. Ficaram de fora nomes ainda não notificados, decisões que admitem recurso e condenações só de multa.

O que acontece agora

Os dez eleitos tomam posse com as condenações já conhecidas publicamente. Recursos pendentes em alguns dos processos ainda podem mudar o valor final a devolver, e cabe ao TCU cobrar o pagamento das quantias que ainda não foram quitadas.