O pastor Silas Malafaia comemorou nesta terça-feira (27) a decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin, de arquivar a investigação contra ele e devolver seu passaporte. Em vídeo à CNN Brasil, agradeceu a Fachin e atacou o ministro Alexandre de Moraes.

"É uma resposta às injustiças e perseguição do ditador Alexandre Moraes"

A decisão de Fachin foi assinada na segunda-feira (26) e atendeu a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que concluiu não haver provas suficientes da participação do pastor em uma tentativa de coagir autoridades brasileiras.

"Eu aprendi uma coisa, eu aprendi a ser grato (...). Mas eu quero agradecer aos dois pela justiça que está sendo feita", disse Malafaia, referindo-se a Fachin e ao procurador-geral, Paulo Gonet.

O vídeo foi gravado dentro de um carro, ao lado do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.

Além de revogar as restrições, Fachin determinou a restituição dos bens apreendidos, incluindo o passaporte e cadernos com anotações teológicas do pastor.

Por que o passaporte tinha sido apreendido

Malafaia teve o passaporte apreendido em 20 de agosto de 2025, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio, vindo de Portugal.

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A apreensão fez parte de operação da PF sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro e aliados nos EUA para pressionar autoridades e interferir no julgamento de Jair Bolsonaro. Desde então, o pastor estava proibido de deixar o país e de contatar outros investigados.

A mesma decisão de Fachin arquivou duas outras frentes do inquérito das fake news. Contra Eduardo Bolsonaro, que já tem mandado de prisão determinado por Moraes, o ministro encerrou a investigação porque ela cumpriu sua finalidade.

Eduardo já foi condenado e a pena transitou em julgado em 3 de outubro.

Já o jornalista Guilherme Fiuza teve o caso arquivado por prescrição, já que a última conduta investigada é de 2022, e por falta de provas numa segunda apuração.

O que acontece agora

Com o passaporte devolvido, Malafaia está livre para deixar o Brasil. Os processos contra Eduardo Bolsonaro seguem no STF por outras frentes, incluindo o cumprimento do mandado de prisão enquanto ele permanece nos Estados Unidos.