O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nesta terça-feira (27) a segurança do 2º turno das eleições de 2026 e descartou dúvidas sobre o resultado, dois dias depois de confirmada a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em discurso na sessão plenária da corte, Nunes Marques classificou o pleito como "mais um ciclo eleitoral bem-sucedido" e atribuiu o resultado ao "empenho, à competência e ao elevado espírito público" de magistrados, servidores e mesários em todo o país.

O ministro afirmou que o TSE atendeu cerca de 158 milhões de eleitores em 5.571 municípios e 186 cidades no exterior, somando 517.179 seções eleitorais. A estrutura mobilizou quase 3 mil magistrados, mais de 24 mil servidores e mais de 2 milhões de mesários.

Segundo ele, o comparecimento no 2º turno chegou a cerca de 128,2 milhões de eleitores, com abstenção de aproximadamente 19,2%, ante 21,08% no 1º turno. Nunes Marques citou ainda a Sala Nacional de Situação Climática, criada para monitorar riscos durante a votação.

O que ficou de fora do discurso

Na fala, o ministro não mencionou diretamente a contestação do senador derrotado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nem a decisão que estendeu a votação em algumas regiões no domingo (25).

Na noite da derrota, Flávio afirmou que não reconheceria o resultado e pediria a anulação da eleição. O senador alegou interferência do ministro Cristiano Zanin, do STF.

Zanin prorrogou a votação até as 19h em seções que ainda não haviam encerrado o atendimento por problemas no transporte de eleitores.

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O TSE contabilizou 34,3 mil votos registrados após as 17h na prorrogação contestada por Flávio. Para especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato, o número é pequeno demais para anular o resultado, diante da vantagem de 4,4 milhões de votos de Lula.

Horas antes do discurso de Nunes Marques, a própria equipe jurídica de Flávio havia desistido de abrir novas ações no TSE, alegando falta de provas que sustentassem a tese de fraude.

O que acontece agora

Com a diplomação ainda sem data marcada pelo TSE, o resultado do 2º turno segue sem recurso ativo da campanha derrotada. A ausência de uma ação formal contestando o pleito esvazia, por ora, qualquer disputa jurídica sobre a vitória de Lula.