O ex-deputado Eduardo Bolsonaro negou nesta terça-feira (27) que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tenha fugido do Brasil, como publicou o site argentino Infobae. Ironizando o rumor, Eduardo disse que o bilionário Elon Musk "está mandando um foguete" para buscar Flávio.
A fala ocorreu horas depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que Flávio entregasse todos os passaportes à Polícia Federal, no dia seguinte à derrota na eleição para Lula.
Óbvio que é mentira. Isso é a esquerda querendo justificar ação contra ele.
A frase foi dita ao UOL. O coordenador-geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), também negou ao Metrópoles que o senador tenha deixado o país: "Não saiu".
A ordem de Moraes proíbe Flávio de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, direta ou por terceiros. Os dois são investigados por lavagem de dinheiro, em suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas.
Investigadores encontraram, em dados na nuvem de Willer, um e-mail que indica Flávio como "usuário master" de uma conta vinculada ao advogado. Moraes já havia determinado o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens de Tomaz na semana passada.
O que diz a Argentina sobre a suposta fuga?
A Direção Nacional de Migrações argentina nega o ingresso de Flávio no país. O órgão informou que fiscalizou a aeronave citada pelo Infobae e não encontrou plano de voo com a família Bolsonaro a bordo.
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A empresa dona do jato, a Baires Fly, também negou que operaria o voo: "Não há nada, pelo menos conosco". A Polícia Federal apura se Flávio deixou o Brasil mesmo assim.
A ironia do episódio é que o próprio Eduardo vive nos Estados Unidos sem previsão de volta. Ele é alvo de mandado de prisão do STF desde outubro, depois de ser condenado a 4 anos e 2 meses por coação no curso de processo.
O que acontece agora
A Polícia Federal segue checando se Flávio cruzou a fronteira, com rastreamento nos pontos de passagem terrestre. Ele tinha 24 horas, a partir da intimação de segunda (26), para entregar os passaportes comum e diplomático à corporação.































