Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao 2º turno com propostas opostas para a economia: o senador quer retomar privatizações e cortar ao menos 10 ministérios, enquanto o presidente promete fortalecer estatais como Petrobras e Correios. A decisão sai neste domingo (25).

Os dois aparecem tecnicamente empatados nas últimas pesquisas eleitorais. As propostas convergem em saúde e educação, mas divergem sobre economia, contas públicas, segurança e o papel do Estado, segundo os planos de governo entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como cada um trata as estatais

Flávio propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização, com venda de ativos não estratégicos para reduzir o endividamento público. O plano cita como referência casos como a privatização da Eletrobras e a extinção da estatal de semicondutores Ceitec.

O plano de Flávio promete ainda "profissionalizar as agências reguladoras, fortalecendo os critérios técnicos na indicação de seus dirigentes", além de reforma administrativa com redução de ministérios.

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Lula rejeita novas privatizações e defende fortalecer estatais como Petrobras, Embrapa e Correios, com reestruturação financeira e parcerias público-privadas por meio de concessões.

Vai acabar as privatizações nesse país. Vamos provar que algumas empresas públicas vão poder mostrar a sua rentabilidade.

A frase está ligada ao plano de governo do petista, que também prevê ampliar o Repetro, regime fiscal para a cadeia de petróleo e gás, e alinhar a transição energética ao Acordo de Paris.

O que muda no bolso com a reforma tributária

Lula defende dar continuidade à reforma tributária sobre o consumo, com isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A compensação vem de um imposto de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil mensais.

Flávio, por sua vez, considera elevada a alíquota estimada do novo IVA, perto de 30%. Ele promete rever a reforma tributária e reduzir impostos sobre alimentos, combustíveis e energia elétrica, sem detalhar a compensação para a perda de arrecadação.

Levantamento do g1 com base na prestação de contas parcial ao TSE mostra que os maiores doadores individuais de Lula e Flávio estão ligados ao agronegócio, setor que responde por cerca de 25% do PIB brasileiro.

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Erasmo Carlos Battistella, da produtora de biodiesel Be8, doou R$ 500 mil a cada um dos dois candidatos.

Já o maior doador de Flávio é Eloi Vitório Marchett, ligado ao setor de soja, com R$ 2 milhões até o momento. As doações às duas campanhas somam R$ 233 milhões, e o prazo para prestação de contas termina em 14 de novembro.

O 2º turno ocorre neste domingo (25), das 8h às 17h, em todo o país. Quem vencer assume a Presidência da República para o mandato de 2027 a 2030.