As Forças Armadas dos EUA elaboraram novos planos para atacar o Irã com a GBU-43/B, a "mãe de todas as bombas". Os alvos seriam instalações nucleares e de energia do Irã, e o lançamento depende de ordem direta do presidente Donald Trump.

A arma pesa mais de 10 mil quilos e carrega cerca de 8 toneladas de explosivo, com potência equivalente a 11 toneladas de TNT. Ela foi usada em combate uma única vez, em 2017, contra um complexo de túneis no Afeganistão.

Uma autoridade do Pentágono, ouvida sob condição de anonimato pela CNN, questionou a eficácia da bomba para os objetivos da Casa Branca e descreveu o momento do presidente.

O presidente infelizmente se colocou em uma situação em que se sente quase compelido a agir.

A mesma fonte chamou a Moab de arma "focada em operações de informação de grande impacto", mas sem efeito além disso. A Casa Branca não comenta "planos militares sensíveis" e diz manter "todas as opções sobre a mesa" contra uma arma nuclear iraniana.

O conflito começou no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã. O Irã respondeu bloqueando o Estreito de Ormuz. A rota é uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.

O Irã avalia os termos que os EUA apresentaram para reabrir o estreito. A oferta, porém, não atendeu às sete condições que Teerã havia colocado, segundo a mudança de tática do Irã no Estreito de Ormuz antes da eleição americana.

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O impasse no Oriente Médio já pesa no bolso do motorista brasileiro. A Petrobras elevou a gasolina vendida às distribuidoras em R$ 0,63 por litro desde 10 de outubro, para R$ 3,24, com o fim do desconto tributário que amortecia o preço desde maio.

Parte do custo da guerra no Oriente Médio chega ao posto de combustível antes mesmo de qualquer bomba ser lançada.

O petróleo Brent operava nesta quinta-feira (15) na faixa de US$ 103 a US$ 105 por barril, patamar que já pressiona a gasolina no Brasil há sete meses de guerra.

Ataques recentes a instalações sauditas também elevaram o barril, como mostrou o ataque houthi que fez o petróleo subir na semana passada. O WTI, referência dos EUA, operava a US$ 94 por barril.

Na noite de quarta-feira (14), após participar de comícios eleitorais no Arizona e em Montana, Trump disse que a guerra "terminará muito em breve" e previu queda no preço do petróleo. "Eles nunca terão uma arma nuclear, e os preços do petróleo vão despencar", declarou.

As eleições legislativas de meio de mandato acontecem em novembro, e pesquisas mostram que a guerra impopular e a alta dos combustíveis pesam contra o Partido Republicano. É nesse cenário que Trump decide se autoriza o ataque.

O que acontece agora

A decisão final está nas mãos de Trump, que pode autorizar o ataque antes ou depois das eleições de meio de mandato, em novembro. O Irã ainda avalia os termos dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz.

Sem acordo sobre o estreito, o petróleo segue pressionado, e qualquer novo ataque tende a reforçar a alta que já elevou a gasolina nas refinarias brasileiras.