Fiscais de urna poderão acompanhar toda a votação do 2º turno, em 25 de outubro, e cada partido pode nomear até dois representantes por mesa receptora de votos. As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) buscam recrutar apoiadores para a função.
A disputa apertada no 2º turno levou as campanhas a investir no recrutamento de fiscais de urna. O PL lançou site próprio para cadastro ainda durante o 1º turno; o PT, por enquanto, não tem uma página dedicada ao tema.
O que o fiscal de urna pode fazer?
O fiscal pode conferir a zerésima, o comprovante de que a urna começa o dia sem nenhum voto registrado. Também acompanha a votação, a identificação dos eleitores e a emissão do boletim de urna ao final do dia, podendo registrar irregularidades.
Cada partido, federação ou coligação pode nomear até dois fiscais por mesa receptora de votos, mas apenas um pode atuar por vez em cada mesa. O revezamento permite acompanhar a votação ao longo de todo o dia.
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O que o fiscal não pode fazer?
O fiscal não pode interferir na escolha do eleitor, orientar o voto dentro da seção nem fazer propaganda partidária no local de votação. A função é de observação e registro, nunca de persuasão do eleitor.
Para exercer a função, o fiscal usa crachá com nome e identificação do partido, federação ou coligação que representa. As credenciais são emitidas pela própria legenda, que informa os nomes autorizados à Justiça Eleitoral.
As regras completas estão na cartilha oficial da Justiça Eleitoral para fiscais de partidos, federações e coligações nas Eleições 2026.
Como PL e PT recrutam fiscais para o 2º turno?
O PL saiu na frente. Lançou, ainda no 1º turno, o site "Fiscais do PL", que explica a função, recebe cadastros e emite crachá personalizado para imprimir. O PT orienta apoiadores por cartilha, mas sem canal próprio de inscrição.
A cartilha do PT orienta a militância a atuar como fiscal, mas não diz como se cadastrar, o que pode deixar o partido em desvantagem na hora de montar sua rede de observadores no 2º turno.
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Em 12 de outubro, o PL ampliou a divulgação da iniciativa. Minas Gerais, por exemplo, já preparou 55,8 mil urnas para o 2º turno, etapa que os fiscais acompanham desde a zerésima.
O TSE já confirmou que quem faltou no 1º turno pode votar normalmente no 2º turno, o que deve aumentar o fluxo de eleitores nas seções acompanhadas pelos fiscais.
O 2º turno de 2026 chega classificado como o mais litigioso dos últimos anos.





























