A Aprosoja Brasil enviou carta aos candidatos à Presidência pedindo medidas contra o endividamento rural, que soma R$ 205 bilhões em crédito problemático. A entidade e suas 16 associações estaduais defendem mudanças no seguro agrícola, no crédito e na tributação do setor.
Segundo a carta, a safra de soja 2025/26 bateu recorde de 180,4 milhões de toneladas, mas a inadimplência no crédito rural chegou a 9,7% em agosto. O contraste, diz a Aprosoja, mostra que a boa produção não virou renda.
Para a entidade, altos custos de produção, quebras de safra regionais e dificuldade de acesso a recursos comprometeram a rentabilidade, mesmo com o crescimento da produção e das exportações do agro.
O que a Aprosoja pede aos candidatos?
A entidade defende previsibilidade orçamentária de vários anos para o seguro rural e a criação de um fundo garantidor de crédito rural, com atuação anticíclica em crise. Também pede reestruturação do estoque de dívidas, com prazos adaptados ao ciclo de renda do campo.
A ideia, segundo a Aprosoja, é evitar que produtores com capacidade de recuperação percam patrimônio ou sejam forçados a parar de produzir por dificuldades financeiras passageiras. A entidade também cobra mais concorrência no mercado de crédito e segurança jurídica nas operações rurais.
O governo já estuda alguma dessas medidas?
Sim. Em maio, o governo já planejava um fundo garantidor para dívidas do agronegócio, medida parecida com a que a Aprosoja agora cobra dos presidenciáveis.
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Outras entidades do setor fazem pedidos parecidos. Em julho, a Abrapa elogiou a MP de dívidas rurais, mas pediu mais ações do governo.
O recorde da safra brasileira também foi confirmado por fonte independente. Em outubro, o USDA projetou nova safra recorde de soja no Brasil para 2026/27.
A carta chega direto aos candidatos à Presidência, não ao governo atual. A Aprosoja aposta que o problema só será resolvido com compromisso assumido antes da eleição, não depois dela.





























