A reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, no 1º turno, deixou a campanha de Lula sem palanque oficial no estado natal do presidente para o 2º turno. Lyra confirmou que não vai declarar apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro.
O estado é o 2º maior colégio eleitoral do Nordeste, segundo o Valor Econômico.
Lyra já havia sinalizado independência do Planalto antes mesmo de confirmar a neutralidade no 2º turno.
Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 8 de outubro, Lyra disse que os interesses do povo de Pernambuco vêm acima de qualquer coisa. Afirmou que não declararia apoio a presidente da República e que seguiria trabalhando pelo estado.
Sou grata ao presidente Lula e a seus ministros. E recebi ligação de muitos deles, inclusive do próprio presidente, disse Lyra, ao explicar por que recusou se posicionar.
Apesar da neutralidade declarada, Lyra manteve lideranças do PT em seu palanque. Quatro dos seis prefeitos petistas do estado e 2 dos 4 deputados estaduais do partido apoiaram sua candidatura, na chapa informal apelidada de "Luquel".
Publicidade
A relação entre as duas campanhas já era hostil na disputa estadual. Em setembro, a Justiça Eleitoral deu a Lyra direito de resposta contra propaganda de Campos.
O principal motivo da recusa, segundo o relato à Folha, foi a avaliação de que o Planalto agiu de forma incisiva na reta final para beneficiar João Campos. Lula foi a Pernambuco para agenda conjunta com o candidato perto do fim da campanha.
Dados oficiais do TSE mostram que Lula obteve 63,45% dos votos válidos em Pernambuco no 1º turno.
Foram 3,55 milhões de votos, com 81,83% de comparecimento.
O resultado é 1,6 ponto percentual menor que em 2022, quando Lula teve 65% dos válidos no mesmo estado. Mesmo no reduto onde nasceu, o presidente perdeu força entre as duas eleições.
Publicidade
A disputa estadual chegou tecnicamente empatada dias antes do 1º turno, mas Lyra venceu com folga.
O que acontece agora
Pernambuco vota no 2º turno em 25 de outubro, sem palanque formal declarado para nenhum dos dois candidatos à Presidência.
João Campos (PSB), derrotado por Lyra, teve atuação tímida nas redes sociais até agora, segundo o Valor Econômico. Antes do 1º turno, ele havia prometido 10 mil bolsas de tecnologia para o estado.





























