A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou a Lula e a Flávio Bolsonaro um documento com as prioridades do setor industrial para o 2º turno das eleições. O pedido vem logo depois de a produção industrial recuar 1,2% em agosto.
A retração foi registrada em 12 dos 18 locais pesquisados, segundo o levantamento usado pela CNI para sustentar o pedido.
Em diagnóstico apresentado aos candidatos, a CNI afirma que o país vive um processo prolongado e precoce de desindustrialização, agravado pela dificuldade de sustentar ganhos de produtividade e inovação.
As principais reivindicações são um plano de desenvolvimento de longo prazo, com foco em produtividade, inserção internacional, transição ecológica e segurança jurídica. A CNI defende tratar a indústria como política de Estado, nos mesmos moldes do apoio dado ao agronegócio.
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O caminho para o crescimento sustentado passa, necessariamente, pela elevação dos investimentos privados, pelo aumento da produtividade e pela inovação, afirma Antonio Ricardo Alvarez Alban, presidente da CNI, no documento.
As propostas de Lula e Flávio para a economia dividem especialistas.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe reduzir custos de produção com desregulamentação e revisão da reforma tributária, além de energia mais barata e licenciamento ambiental simplificado. Promete 20 anos de estabilidade regulatória para investimentos produtivos.
Lula (PT) centra a proposta no papel indutor do Estado e na transição ecológica, com plano de ampliar o programa Nova Indústria Brasil. Defende usar o poder de compra do governo com exigência de conteúdo local.
Os números sustentam o argumento da CNI. Apesar do peso menor no PIB, a indústria segue concentrando investimento em inovação e parte relevante da arrecadação federal.
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No campo fiscal, a CNI propõe um plano de consolidação plurianual focado em despesas, e não em medidas de receita que gerem insegurança jurídica. A entidade também quer desvincular o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo.
O que acontece agora
A pressão ganhou força depois do tarifaço dos EUA afetar a indústria brasileira em julho, o que já havia acelerado a criação de uma nova missão de política industrial no governo.
Nenhum dos dois candidatos assinou compromisso formal com a indústria até agora.





























