Seis confederações patronais divulgaram nesta terça-feira (6) nota conjunta alertando que o fim da escala 6x1 pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e a inflação em pelo menos 13%, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação.
A nota foi assinada pela CNI, pela CNC, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), pela CNseg e pela OCB.
A CNI projeta R$ 267,2 bilhões a mais em custos de produção. A CNC calcula alta de pelo menos 13% na inflação. Já a CNT estima custo inicial de R$ 11,9 bilhões em mão de obra só no setor de transporte.
O que dizem os sindicatos
O Fórum das Centrais Sindicais, que reúne seis entidades de trabalhadores, pressiona o Senado a votar a PEC da escala 6x1 antes da eleição. Para a CUT, foi o setor patronal que empurrou a votação para depois do 1º turno.
A disputa também virou tema de campanha: os dois candidatos ao 2º turno já se posicionaram sobre o fim da escala, em pontos que ainda dividem Flávio Bolsonaro e Lula.
O que acontece agora
O Senado, sob comando de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), discute a PEC nesta quarta (7) e quinta (8). Há votação em 1º turno prevista para 21 de outubro, antes do 2º turno presidencial, marcado para 25 de outubro.





























