O Ibovespa fechou a terça-feira (6) em queda de 0,52%, a 205.835,29 pontos, um dia depois de bater recorde histórico de 209.522,60 pontos com o resultado do 1º turno das eleições. O dólar também recuou, a R$ 4,9745, queda de 0,55% no câmbio à vista.

Na segunda-feira (5), a Bolsa havia disparado 14,7 mil pontos em uma única sessão, no que a TV Sim Brasil já tinha registrado como reação ao resultado de Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT).

Antes do resultado, bancos projetavam o dólar entre R$ 4,90 e R$ 5,80, a depender de quem vencesse o primeiro turno.

É só uma correção técnica?

É mais um ajuste de médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa segue sendo de alta.

A avaliação é de Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. Sobre a terça-feira, ele falou em "continuidade do reprecificamento dos ativos brasileiros", com intensidade bem menor que a da véspera.

Até onde o mercado projeta a alta?

O Itaú BBA projeta o Ibovespa na região dos 220 mil pontos no curto prazo e 245 mil pontos no médio prazo. Outro banco, o JPMorgan revisou ativos brasileiros na mesma semana, mas em sentido oposto, ao rebaixar o Banco do Brasil.

A avaliação otimista também aparece na leitura de outros profissionais de mercado: Flávio Bolsonaro é visto como mais propenso a priorizar o ajuste fiscal, o que ajudaria a explicar parte do apetite por ativos brasileiros.

O ponto em aberto

O otimismo do mercado reflete uma expectativa sobre o rumo fiscal do próximo governo, mas a decisão final só sai no 2º turno, em 25 de outubro. Até lá, picos e correções como os desta semana tendem a se repetir a cada notícia da campanha.