A Vivo lançou nesta segunda-feira (26) o Vivo Satélite, serviço que conecta o celular direto aos satélites da Starlink em áreas sem cobertura móvel terrestre, como rodovias e regiões remotas. Cerca de 50 milhões de clientes da operadora já podem acessar o recurso.

A tecnologia usada é a "direct to device" (D2D): o telefone se conecta automaticamente ao satélite quando não há sinal da rede terrestre, sem precisar de antena ou roteador externo, segundo a Vivo.

Com o Vivo Satélite, os clientes da Vivo passam a ter sinal onde quer que estejam: em rodovias, áreas rurais, remotas ou regiões de difícil acesso ainda não atendidas por infraestrutura terrestre, disse Alex Salgado, diretor de Operações da Vivo.

A vice-presidente de Vendas da SpaceX, Stephanie Bednarek, afirmou que a parceria viabiliza "o acesso a aplicativos e serviços de mensagens selecionados para milhões de pessoas em todo o Brasil".

O que funciona pelo satélite?

Pelo satélite, funcionam WhatsApp (mensagens e chamadas de voz, com limitações), SMS, MMS, RCS, Google Mensagens, iMessage, Google Maps, Apple Maps e o aplicativo da Vivo. A velocidade é limitada e depende da visibilidade do céu.

O serviço não completa chamadas convencionais, videochamadas nem liga para os números de emergência 190, 192 e 193. Também não recebe alertas da Defesa Civil.

A Vivo não informou de quem depende a liberação das ligações de emergência pelo satélite, nem deu prazo para a mudança. Nos Estados Unidos, a mesma rede Starlink já entrega SMS para o 911 desde novembro de 2025, via T-Mobile.

Quem pode usar e quanto custa

Têm acesso ao serviço clientes dos planos pós-pago, controle e Lite, além de clientes pré-pagos com recargas acima de R$ 30. É preciso ter aparelho 4G ou 5G compatível, com sistema atualizado e chip físico ou eSIM. Terminais M2M ficam de fora dessa oferta.

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O Vivo Satélite é gratuito por tempo limitado (12 meses para pessoas físicas e 3 meses para empresas). A Vivo não anunciou os valores após esse período. Até 8 dias antes, o serviço ainda não estava disponível no país.

A Vivo já testava a conexão com a Starlink desde agosto, antes da liberação regulatória.

A Anatel liberou o espectro necessário à Starlink no início de outubro, abrindo caminho para o lançamento desta semana.